terça-feira, 17 de março de 2009

HISTÓRIA DE ISRAEL

INTRODUÇÃO:

É importante lembrar que apenas o título “história de Israel” já é suficiente como prefácio, nesta disciplina, pois comentar deste o principio do mundo e conduzi-la até os dias hodiernos, é impossível devido a extensão,a complexidade e outros. Porem é a mais recomendável dentre todas as história do mundo, tendo em vista que este é o povo da promessa de Deus, é a menina dos olhos do Todo-poderoso. E o que a torna a mais bela historia, é saber que todas as outras historia tem fundamento em atos humanos, mais esta apresenta as ações de Deus, de forma direta para com seu povo. Nela vemos brilhar em toda parte seu poder, seu governo, sua vontade e sua justiça. Portanto Bem-aventurado são os que abençoarem este povo tão exclusivo.

PRÉ-HISTÓRIA DE ISRAEL

É importante analisarmos a pré-história da região de Israel antes de estudarmos a história propriamente dita. É complicado analisar o período do nascimento de Adão. Essa é uma questão muito complicada já que a Bíblia nos mostra que ele nasceu por volta do ano 4000 A.C. e evidências arqueológicas apontam para civilizações que existiram há mais de 8000 A.C., o que acabaria com a hipótese de que Adão foi o primeiro homem.Porem entre o relato bíblico e o relato arqueológico, e bem evidente que ficaremos com as Santas Escrituras; pois sabemos que onde a bíblia coloca ponto final (.), nós não colocamos reticências (...). Várias teorias são feitas em cima desse tópico, mas não entraremos em nenhuma delas, ficando somente com as questões históricas. Creio que há um mistério de Deus muito maior em cima da visão que Ele deu a Moíses sobre o Gênesis.
Bem, antes do tempo dos Patriarcas (Abraão), a civilização já vinha evoluindo de vento em popa. Vamos analisar historicamente a vida social nas três principais regiões da época.

1 – Canaã.

Evidências arqueológicas afirmam que essa região já estava habitada no ano 8000 A.C. (4000 anos antes de Abraão) por uma sociedade que estava passando do sistema de vida em cavernas para os aldeamentos - sociedade natufiana. Eles viviam da caça, pesca e da pilhagem. Indícios mostram que eles estavam aprendendo a cultivar e domesticar alguns animais. A cidade de Jericó tem seus inícios ligados a essa época entre os anos 7000 A.C e 6000 A.C. Essa já era uma cidade sólida, inclusive com as famosas muralhas em formação. Quando Abraão saiu da Mesopotâmia em direção a Canaã, iria encontrar lá uma região altamente civilizada.

2 – Mesopotâmia.

Significa "Entre Rios", justamente por estar localizada entre os rios Tigres e Eufrates. Foi dessa região que Abraão saiu com sua família, da cidade de Ur. Estudantes e pesquisadores afirmam que na época de Abraão essa região era rica e possuía cidades bem urbanizadas com construções espetaculares, comércio e atividades políticas, religiosas e bélicas. Com certeza, com uma cultura muito rica.

3 – Egito.

Era mais atrasado do que a Mesopotâmia mas logo se desenvolveu, chegando a fazer comércio com a Mesopotâmia e Canaã no ano 4000 A.C. Por volta do ano 2500 A.C. eles já faziam as famosas pirâmides. Se especializaram na drenagem e irrigação da terra, além do trabalho com cobre.
Portanto, os Patriarcas não surgiram no meio de um vácuo histórico, como muitos pensam. Antes deles, a humanidade civilizada já possuía uma longa trajetória com grandes obras realizadas.

O PERÍODO PATRIARCAL.

Pode-se dizer que o Período Patriarcal, na narrativa bíblica, vai de Abraão no capítulo 11 do Livro de Gênesis até o primeiro capítulo do Livro de Êxodo, o qual apresenta uma lista dos filhos de Jacó, ou seja, de 2300-1900 A.C. até 1600-1300 A.C., aproximadamente. Vamos agora acompanhar, resumidamente, a trajetória dos Patriarcas, que começou em Ur na Mesopotâmia, passou por Canaã e terminou no Egito.

1 - Patriarcas na Mesopotâmia.

Terá, pai de Abraão, vivia em Ur dos caldeus, na Mesopotâmia. A Bíblia não fala o porquê, mas Terá saiu de Ur em direção a terra de Canaã, mas não conseguiu chegar lá. Ele e os seus chegaram a Harã, e lá permaneceram. A viagem só continuou quando Terá morreu e Abraão recebeu a Promessa Divina. A Mesopotâmia dessa época estava enfrentando uma grande confusão política, o que pode ter motivado Terá a abandonar a cidade de Ur. Harã era parecida com Ur, talvez por isso ele tenha ficado por lá. Ambas as cidades eram bem desenvolvidas e eram centros de adoração do deus lua,padroeiro da cidade. O qual Terá deve ter adorado. Como também foi conhecido o deus Sumas, o deus-Sol (ou Astarte), a filha do deus da lua, e outros deuses já que a bíblia o apresenta como idólatra (Js 24:2).

2 - Patriarcas em Canaã.

Abraão recebeu a promessa de que possuiria a terra de Canaã, mas, de fato, ele mesmo nunca a possuiu (seus descendentes fariam isso séculos mais tarde). Ele acabou com um pedaço de terra em Hebrom, onde sepultaria sua esposa Sara e, mais tarde, vários outros familiares (Rebeca, Lia, Isaque, Jacó e inclusive ele mesmo). Abraão teve filhos de sua esposa e concubina, Ismael foi mandado embora junto com Agar para que Isaque, o filho da promessa ficasse livre da presença deles.
Isaque não foi uma figura de grande destaque na tradição bíblica. Ele conseguiu aumentar a sua riqueza pessoal e chegou a agir como uma espécie de chefe de estado ao fazer aliança com os filisteus (Gn 26). Jacó, sim, daria continuidade a jornada de Abraão com mais destaque. É importante notar que os Patriarcas daquela época não viam a vida após a morte como nós, cristãos, vemos hoje. Eles não esperavam muita coisa para si mesmos depois que morressem a não ser a continuidade da vida em seus descendentes. Para eles, quando um descendente recebesse o cumprimento da promessa, também o seus ascendentes a receberiam.
É importante notar que os Patriarcas não eram os únicos a peregrinarem por Canaã por aquela época. Outros povos estavam nas mesmas condições que os descendentes de Abraão.

3 - Patriarcas no Egito.

Jacó, depois de ter roubado a benção de Esaú, teve que fugir para sobreviver. Ele passou muito tempo em Harã, de onde voltou rico. Na volta, fez as pazes com seu irmão e se estabeleceu em Siquém, onde comprou uma propriedade. Não pôde fixar residência ali por causa da atitude de seus filhos Simeão e Levi, que para vingar a honra de sua irmã Diná (ela pode ter sido estuprada por um homem da região, que tinha o mesmo nome da cidade), mataram os homens do local e saquearam tudo o que puderam, levando inclusive mulheres e crianças cativos. Portanto, eles eram olhados com ódio pelos povos vizinhos.
Com isso, Jacó voltou a peregrinar em Canaã, até que foi com toda a sua família para o Egito, a convite de seu filho José, para fugir da fome que assolava a terra. José havia sido vendido pelos seus irmão como escravo, e nesse tempo era Administrador do Egito. O Faraó dessa época (desconhecido) deu a família de seu braço-direito a região de Gósen para que habitassem. José disse ao Faraó que eles eram pastores e por isso a região do Gósen seria apta para essa atividade, sem contar que por ser na fronteira do Egito, facilitaria uma fuga rápida.
Para muitos, o Egito dessa época era dominado pelos hicsos. Isto explicaria a benevolência com que os filhos de Jacó foram tratados, já que esses conquistadores tinham a história muito semelhante a dos antepassados de Jacó. Sendo inclusive de origem semítica (descendentes de Noé, mas precisamente de Sem).

A FORMAÇÃO DA NAÇÃO.

Vamos agora ver o final da trajetória patriarcal, quando Jacó foi para o Egito. Arqueologicamente, esse fato ainda não foi comprovado (a estadia dos descendentes de Jacó no Egito) e por isso muitos historiadores não o aceitam. Entretanto, toda a história posterior de Israel prova o contrário, já que as tribos tinham uma consciência muito clara de sua trajetória.

1 - Saída do Egito.

Centenas de anos se passaram depois que Jacó e sua família entrou no Egito antes que de lá saíssem. Em Êxodo, a bíblia nos informa que um novo rei assumiu o poder e esse rei não conheceu a José (que já havia morrido bem antes) e tampouco o reconhecia como autoridade. Na realidade, uma nova dinastia teria assumido o Egito. Uma dinastia realmente egípcia, a qual teria expulso os dominantes anteriores. A bíblia fala que os descendentes de Israel passaram então de hospedes a escravos. Há uma boa possibilidade de que Ramsés II tenha sido o faraó da opressão, já que ele foi um grande construtor e utilizou muita mão-de-obra escrava. Outra nota interessante, é o fato de o Egito não possuir muitas pedras e mármores, o que reflete a fabricação de tijolos contada na bíblia.

Com o surgimento de Moisés como libertador, começaram as pragas sobre o Egito. Esse período é determinado, mas deve ser tratado como longo e terminou com a derrota na travessia do Mar Vermelho. Como se poderia esperar, toda essa tão impressionante história não possui nenhuma linha sequer escrita nas narrativas egípcias. Seria demais para eles narrarem em suas memórias tamanha derrota. Eles costumavam contar somente as vitórias. Até mesmo as derrotas eles transformavam em vitórias, sem contar que o fato não teve muita importância para eles. Autores da atualidade comparam que os egípcios escreverem sobre isso seria o mesmo que os romanos escrevessem sobre a crucificação de Jesus naquela época. Agora para os judeus, esse fato é lembrado até hoje através da Páscoa. Outra evidência que prova a estadia dos judeus no Egito é a utilização de nomes egípcios por parte deles, como : Moisés, Finéias, e, talvez, o próprio Arão.

2 - O Pacto.

O pacto firmado entre Deus e os judeus (Ex 19) foi o ponto de partida para que Israel fosse considerado um estado, ou uma nação. Deus utilizou Moisés (3 meses depois da fuga do Egito) como intermediário para dizer que eles seriam um reino de sacerdotes, uma nação santa, separada para Deus, passando a ser um estado organizado em torno de seu rei: IAVÉ. Israel não possuía um governo humano, e assim foi por 200 anos, aproximadamente.

3 - No Deserto.

Israel vagou no deserto por 40 anos. Tudo isso porque depois do povo ter sido contado e ter avaliado suas forças, espiões foram enviados a Canaã para verificar se era possível uma invasão. Quase todos os espias acharam impossível, menos Josué e Calebe, que quase foram apedrejados por isso. Como castigo pela falta de fé, Deus disse que eles não possuiriam a terra até que todos aqueles que tinham de 20 anos para cima morressem. Muitas foram as histórias de Israel no deserto e elas são narradas no livro de Números, que no original significa "No Deserto". Esse livro mostra as dificuldades enfrentadas pelo povo, a morte de Miriã e Arão, vitórias em batalhas, e muitos outras coisas. Não há dúvida que foi nesse período que Israel se firmou como povo e desenvolveu sua religião. Ali eles passaram a agir como nação. Era agora um povo organizado que agia em conjunto e estava ligado por um líder: Moisés, mas estava unido, principalmente, pelo mesmo Deus que adoravam. O seu rei: IAVÉ. Só faltava mesmo uma terra para habitarem.

A CONQUISTA DE CANAÃ.

Quando Moisés estava para morrer, ele passou a liderança para Josué, um dos espias que havia visitado Canaã a quase quarenta anos atrás. Nesse capítulo vamos esclarecer um pouco como estava a situação política, social e religiosa dos povos que habitavam Canaã.

1 - Situação Cananéia.

Antes de prosseguir, é bom deixar claro que a região de Canaã é a mesma região da Palestina dos dias de hoje. O nome Palestina é relativamente moderno e deriva da palavra "Filistia" - que pode ser traduzida como "país dos filisteus". A primeira vez que esse termo foi registrado na história foi em 135 D.C. pelos romanos, pode-se considerar isso como uma espécie de afronta aos judeus, já que os filisteus foram os maiores inimigos de sua história.

2 - Condição Social e Política de Canaã.

As cidades eram bem construídas, com sistemas de esgoto e abastecimento de água. Os líderes das cidades viviam em boas casas e dominavam o comércio, que se estendia até mesmo ao Egito e a Mesopotâmia. Entretanto, o povo de Canaã não estava organizado em um forte sistema político. Eles se organizavam em Cidades-Estados independentes, em sua maioria vassalos do Egito.
Se uniam apenas para enfrentar perigos externos. Canaã nunca se tornou um império coeso devido a sua posição geográfica e a pressão dos povos vizinhos, principalmente o Egito que mantinha um grande controle sobre a região. As cidades eram pequenas, governadas por um rei leal a faraó e composta por camponeses. Não havia classe média. Eram os ricos e os pobres (alguns escravos). Estes sempre estavam prontos para a guerra, eram sobrecarregados de impostos e trabalhavam para sobreviver. Outro fator social que merece nota é o grande número de grupos de ladrões que havia em Canaã, verdadeiros piratas. Eles eram chamados de "Apiru" e os governantes enviavam seguidas cartas ao Egito para que os ajudassem contra esses salteadores. Israel quando entrou em Canaã pode ter sido confundido como um desses grupos de Apiru, e talvez eles tenham sido os Apiru mencionados nas cartas de Amarna. Portanto, Canaã era uma região que habitava vários povos totalmente desunidos e competindo entre eles. Entretanto, sujeitos ao Egito, que de certo modo nem ligava para eles.

3 - Religião Cananéia.

Deus mandou Israel destruir todos os povos da região e com eles os seus deuses, que eram muitos. A atividade agrícola era a principal da região. Com isso muitas eram as atividades sexuais no meio da religião (SEXO=FERTILIDADE). Portanto, alguns dos cultos eram tremendas orgias. Vamos ver alguns deuses cananeus.
O deus El - Ainda que El se refira ao nosso Deus, ele era o primeiro do panteão (o Criador). Marido da deusa Asera, ele foi o pai de mais de setenta deuses. Representado por um touro no meio de um rebanho de vacas.
O deus Baal - Baal significa senhor, possuidor ou marido. Em cada localidade havia um Baal (Baal-Peor, Baal-Zefon, etc.) e a bíblia mostra muitas vezes em sua forma plural, "baalins". Com o passar do tempo, porém, os cananeus passaram a chamar o grande deus da fertilidade por esse nome. Esse era o deus Baal-Adade, filho mais velho de El e Asera, responsável pelas chuvas e vegetação. Os seus cultos envolviam prostituição, homossexualismo e outras práticas orgíacas. Asera, Astarte, e Anate - Muitos as tratam como uma única deusa, o que não é verdade. Eram deusas do sexo e da guerra. Seus seguidores praticavam um sexo com características exageradas e um forte sadismo.

3 - A Invasão Israelita.

Iniciada a invasão, é notável que Josué conseguiu muitas vitórias aproveitando-se do elemento surpresa, pois eles eram muito mais fracos militarmente falando. Eles deviam lutar com paus, lanças, flechas e algumas poucas espadas contra um povo que possuía carros de combate. Faltava apenas um território para que Israel se firmasse como nação. A entrada em Canaã não poderia ter sido mais gloriosa, com o interromper do curso das águas do rio Jordão (Imagine que em 1927, o mesmo rio Jordão teve seu curso desviado por um bloco de pedra que cai em suas águas. Teria acontecido algo parecido?). Com certeza, a conquista de Canaã foi muito violenta e longa. Os dados arqueológicos mostram que as cidades foram destruídas e ocupadas por um povo mais simples (israelitas). Outro dado prova que houve muitas cidades que foram destruídas e reconstruídas constantemente, o que nos mostra que Israel teve que defender muitas vezes a sua posição, perdendo algumas e vencendo outras. Eles estavam ocupando o território para depois estabelecerem a nação. Inicialmente, Israel ocupou as regiões montanhosas já que as partes planas estavam cidades muito fortes para serem conquistadas agora (mais tarde elas seriam dominadas pelos "povos do mar", incluindo os filisteus, e formariam grandes monarquias). No próximo capítulo vamos ver as dificuldades que o grupo de Josué enfrentou para se estabelecer na região, no chamado Período dos Juízes.

A RELIGIÃO DE ISRAEL – PRÉ-MOSAICA

Dos Patriarcas

1950 – 1300 a.C.

Uma corrente afirma que o Deus dos patriarcas era YHWH. Ele chamou Abraão e manteve diálogo com os outros patriarcas, e era adorado (cf. Gn.4:26)
Outra, que embora tenha aparecido aos patriarcas, diz-se explicitamente que não lhe era conhecido (Ex.6:2-3)
Todos concordam que os patriarcas adoravam a Deus sob vários nomes: El Shaddai (Gn.17:1; 43:14); El ‘Elyon (Gn.14:18-24); El ‘Olam (Gn.21:33); El Ro’i (Gn.16:13); El Bethel (Gn. 31:13; 35:7); YHWH Yire’h (Gn.22:14).
Não é historicamente preciso afirmar que o Deus dos patriarcas era YHWH. O Javismo começa com Moisés. Não se encontra nenhum traço desta adoração antes de Moisés.
Na narrativa de Gênesis cada patriarca é representado adorando o seu Deus por livre escolha, entregando-se a este seu Deus.
Certas invocações arcaicas da divindade encontrada nos textos bíblicos, indicam um vínculo pessoal íntimo entre o pai da clã e o seu Deus.
As principais invocações são: O Deus de Abraão (Gn.28:13; 31:42,53) e o Poderoso de Jacó (Gn.49:24).
Interessante é a evidência que temos que os antepassados hebreus adoravam a Deus sob o nome “El”. Não somente em nomes como Ismael (Que El ouça); Jacob-El (assim em vários textos, Que El proteja), mas como El-Shaddai, El-Elyon, El-Olam e etc.
E os últimos geralmente associados aos antigos santuários, por exemplo El ‘Olam com Bersabéia (Gn.21:33); El Elyon com Jerusalém (Gn.14:17-24), e muitos deles atestados em textos antigos como títulos de divindade, assim temos certeza de que eles são de origem pré-israelita.

O PERÍODO DOS JUÍZES

Esse foi um período marcado por muitos problemas. Israel havia se estabelecido em Canaã e, levando-se em conta seu sistema tribal, dividiu as suas forças. Isso deu oportunidade para que os povos vizinhos se recuperassem. Nessa época eles estiveram muito próximos de deixar de existir como povo independente. Vamos ver agora como era o sistema de governo israelita, baseando-nos no livro de Juízes. Uma observação sobre esse livro é que ele não relata os fatos em ordem cronológica.

1 - O Sistema de Governo Teocêntrico.

Israel era diferente de seus vizinhos. Estes possuíam reis e príncipes na liderança e Israel não possuía nem estado. O que unia aquele povo era o VÍNCULO RELIGIOSO. Alguns estudiosos de hoje, chamam esse sistema de anfictionia e ocorreu na Itália e na Grécia por um período. Israel levava muito a sério isso. Eles se consideravam dependentes de Iavé e não admitiam a idéia de ter um rei humano. Isso iria contra o tratado (vide a reação de Gideão quando alguns quiseram fazer dele o primeiro rei de Israel). Israel não tinha uma capital. Seu ponto focal era onde estava a Arca da Aliança.

2 - Como Surgiram os Problemas.

Israel estava aprendendo a ser nação, mas as dificuldades eram muitas. Durante esse período, Israel teve que participar de várias guerras defensivas, no qual lutavam pelo território e pela sobrevivência. Vamos analisar duas explicações sobre esses problemas.


EXPLICAÇÃO TEOLÓGICA:

O autor do livro de juízes via nas dificuldades enfrentadas, o castigo de Deus por causa da desobediência aos preceitos do pacto, e via no livramento o resultado do arrependimento do pecado nacional. Sobre as desobediências, vemos que os israelitas não destruíram todas as nações que Deus havia mandado destruir (Jz 1:27-36); fizeram alianças com o povo da terra e com isso acabaram sendo influenciados pela religião cananéia, e passando a adorar os deuses deles; os israelitas se misturaram com o povo da terra em casamentos, o que ia contra a lei de Deus.

EXPLICAÇÃO CIENTÍFICA:

Ao mesmo tempo em que eles conquistavam, eles eram conquistados. Unidos, eles demonstraram grande força ao invadir Canaã, mas as provas arqueológicas mostram que as cidades daquela região sofreram muitas construções e reconstruções devido a batalhas intensas. Isso mostra que Israel ganhava posições e perdia, depois ganhava de novo e assim por diante. Esse fato deve ter levado Israel a depender de seus vizinhos, daqueles que não foram destruídos, em muitas áreas da vida quotidiana. Foi inevitável que alguns israelitas vissem a "religião agrária" e os deuses da fertilidade dos cananeus. Isso tudo foi meio confuso para os judeus que durante um tempo chegaram a confundir Iavé com Baal em diversas vezes. Com isso, a unidade israelita foi sendo enfraquecida. A diferença cotidiana trouxe isso já que as 12 tribos não permaneceram unidas. Durante a conquista elas se estabeleceram em lugares diferentes, onde haviam conquistado. Portanto, algumas tribos se influenciaram mais que as outras. Outro fator que dificultou foi o posicionamento geográfico das tribos. Como eles não conseguiram desalojar muitos dos povos que viviam nas planícies, eles tiveram que se estabelecer nas áreas montanhosas de Canaã. Mesmo nas regiões montanhosas permaneceram grupos inimigos por muito tempo, como é no clássico caso dos Jebuseus, da cidade de Jerusalém, que só foram expulsos no tempo de Davi. Com o tempo, começou a haver rivalidades entre as tribos de Israel, e algumas levaram a guerras absurdas (Jz 12:1-6). O que manteve a união de Israel por muito tempo foi a Aliança feita com Deus. Ele ainda era o rei deles, apesar das dificuldades.

3 - A Atuação dos Libertadores.

Ao que parece, alguns dos juízes atuaram ao mesmo tempo em áreas diferentes, já que o autor do livro não se preocupou em narrar cronologicamente as coisas. Esse período demorou cerca de 400 anos. O termo juízes não é muito adequado para se chamar esses homens. O título do livro no original é shôfetím, que significa libertadores. Esse sentido fica claro em Jz 2:16 onde está escrito que o Senhor suscitou juízes (shôfetím), que os livravam das mãos do que os despojavam. A função de julgar, parece que foi somente atríbuida a dois juízes: Débora e Samuel. A classificação dada aos juízes como maiores e menores é devida ao espaço dedicado a ele no livro. Os libertadores eram pessoas carismáticas, revestidas pelo espírito de Deus. De certa forma, eles foram os precursores dos reis,
já que na hora da aflição eram eles quem uniam o povo contra o inimigo. Assim foi por 400 anos. Os inimigos vinham contra Israel e eles clamavam a Deus por um libertador que os defendessem e lhes dessem a vitória. Assim Deus fazia. No próximo capítulo vamos ter um breve histórico de cada juíz (libertador).

OS JUÍZES

1 - Otniel - Filho do famoso Calebe (o espia). Foi um valente guerreiro. Libertou o povo da opressão de 8 anos do desconhecido Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia. Atuou como juíz por 40 anos.
2 - Eúde - Homem de fé e coragem, canhoto e da tribo de Benjamin. Atuou como líder depois de ter matado Eglom, rei dos moabitas. Suas ações mataram cerca de 10 mil soldados de Moabe e proporcionaram 80 anos de paz.
3 - Sangar - Seu nome não era hebreu e havia a possibilidade de ele ser cananeu ou, ao menos, um resultado da mistura dos povos. Filho de Anate, lutou contra os filisteus e foi citado no cântico de Débora.
4 - Débora e Baraque - Débora foi juíza, poetisa e profetiza. Ela convocou Baraque para lutar contra Sísera, general de Jabim, chamado o rei de Canaã porque devia ser rei de Azor, principal cidade cananita (que tinha 900 carros de ferro).
5 - Gideão - Era da tribo de Manassés e livrou Israel da opressão dos midianitas com um pequeno grupo de soldados e recebeu uma proposta para ser rei de Israel. Demonstrando consciência de que Iavé era o rei do seu povo, recusou-a. Contudo, seu filho recebeu um nome que significa "meu pai é rei", Abimeleque. Ele teve muitas mulheres e filhos e, mesmo meio sem querer, ele acabou levando o povo a idolatria quando confeccionou um objeto (ainda não identificado hoje) chamado "estola sacerdotal".
6 - Abimeleque - Matou quase todos os seus irmãos para assumir o comando regional e foi proclamado rei pelos habitantes de Siquém por 3 anos. Durante esse período de terror, foi atingido por uma pedra atirada por uma mulher e pediu que seu escudeiro o matasse. Alguns nem o consideram um juíz por causa da sua tirania e opressão. Ele aparece nessa lista por ter governado Israel por um tempo.
7 - Tola - Não se sabe quase nada sobre esse juíz. Somente que era da tribo de Issacar e julgou Israel por 23 anos.
8 - Jair - Era da tribo de Gileade e teve trinta filhos que possuiram trinta cidades (Vilas de Jair). Eles cavalgavam em 30 jumentos e formavam uma espécie de gangue.
9 - Jefté - Seu pai foi Gileade (o que deu origem ao clã de mesmo nome) e sua mãe era uma prostituta. Formou um grupo de bandidos e por isso adquiriu certa importância ao ponto de ser chamado com seu bando para fazer frente aos Amonitas. Fez um voto insensato que levou-o a sacrificar a própria filha.
10 - Ibsã - Foi uma pessoa rica e atuou como juíz por sete anos.
11 - Elon - Era de Zebulom e atuou como juíz por dez anos.
12 - Abdon - Foi uma pessoa de grande prestígio e atuou como juiz por oito anos. Teve 40 filhos e formou um bando que cavalgava em 70 cavalos.
13 - Sansão - Oriundo da tribo de Dã, começou a livrar Israel da opressão dos filisteus. Foi um personagem polêmico, nazireu, que sem a ajuda do seu povo, criou muitos problemas para os filisteus.
14 - Outros Juízes - O livro de Rute possui esse período como pano de fundo e mostra Eli, Samuel e seus filhos (Joel e Abias) também como juízes. Em I Samuel 4:18 mostra que Eli julgou Israel por 40 anos. Em I Samuel 7:15 mostra que Samuel julgou Israel por toda sua vida e no capítulo 8:13, em sua velhice, ele institui seus filhos (Joel e Abias) por juízes sobre Israel. Estes, contudo, foram rejeitados com acusação de que aceitavam suborno e não eram justos em seus julgamentos




HISTÓRIA DE ISRAEL
Jacó, filho de Isaque, neto de Abraão, tetraneto de Tera; que por sua vez era filho de Naor, neto de Serugue, tetraneto de Reú; que por sua vez era filho de Pelegue, neto de Éber, tetraneto de Salá; que por sua vez era filho de Arfaxade, neto de Sem, tetraneto de Noé; que por sua vez era filho de Lameque, neto de Metusalém, tetraneto de Enoque; que por sua vez era filho de Jarede, neto de Maalael, tetraneto de Cainá; que por sua vez era filho de Enos, neto de Sete e tetraneto de Adão!
Esse mesmo Jacó, o qual seu nome significa "suplantador", foi o próprio DEUS que modificou para ISRAEL. O território de Israel, como nação, só surgiu na Palestina, ou melhor, em Canaã, após o ano 1300 a.C. (lembrando que, em se tratando de a.C., conta-se de forma decrescente). Antes disso, Canaã era "terra de ninguém". Os egípcios invadiam, os hititas invadiam, os mesopotâmios, etc. Quando Israel se instalou, subdividiu-se em 12 (doze) tribos descendentes de Jacob, a saber: Rúbem, Simeão, Judá, Issacar, Zebulom, Gade, Aser, Benjamim, Dã, Naftali, Efraim e Manassés; sendo que estes dois últimos são filhos de José, que também é filho de Jacob.













Tais tribos eram escravas no Egito, até que por uma revolta que teve como pivô Moisés, eles se libertaram do domínio e invadiram a terra de Canaã, extinguindo quase todas as tribos que ali residiam; não posso deixar de mencionar que houve milhares de mortes, saques, atrocidades entre os ex-escravos e as demais tribos. Israel tinha como uma espécie de governador geral, Josué, o preferido de Moisés. Após a morte de Josué, as 12 tribos eram administradas por "juizes", em geral, pessoas que se destacavam em certa tribo, tais como sacerdote ou profeta. Após o séc. X a.C., as tribos reclamaram serem governadas por um Rei, assim como as nações pagãs ao redor. O primeiro Rei foi Saul, o segundo e mais famoso foi Davi, o terceiro seu filho Salomão. Após a morte de Salomão, houve uma separação no Reino de Israel; de um lado o Reino de Judá, capital Jerusalém, que contava também com a tribo de Benjamim e de vez em quando com Efraim - tais eram fiéis à Casa de Davi. Por outro lado, o Reino de Israel propriamente dito, capital Samaria, que continha todas as demais tribos. Por volta de 700 a.C., os assírios invadiram Israel, aniquilaram grande parte do povo, deportaram outra parte e colocaram tribos diferentes para lá se alojarem. Os israelitas que restaram tornaram-se mestiços pois mesclaram-se com estas "outras tribos", daí o atrito de judeus e samaritanos.


Por volta de 580 a.C., foi a vez do Reino de Judá. Os babilônios invadiram e deportaram grande parte do povo. Após, os persas derrotam os babilônios e começa o retorno dos judeus para sua terra, mas sob domínio persa. Levantam-se os gregos por volta de 400 a.C., mas não toma o domínio dos persas. Isso aconteceu após, com os macedônios, que conquistaram a Grécia e todo o Império Persa. Após a morte de Alexandre Magno, o Império da Macedônia foi repartido entre seus generais. No ano 33 a.C., Roma começa sua política expansionista conquistando o Egito. Foi o Império que mais durou, principalmente contando com o racha do Império Romano do Ocidente e o Império Romano do Oriente.
Por volta do séc. VI d.C., o Império estava desestabilizado. No séc. VII surge os maometanos que, apesar de certa tolerância com judeus e cristãos, os expulsa da Palestina, ou como era mais conhecida pela Europa, Terra Santa. Para os judeus, estava virando rotina serem expulsas de suas terras.
O Império Islâmico (maometanos) chegou aos arredores de Paris; dominou até a Península Ibérica, sendo expulsos mais tardes. Por volta de 1500 d.C., o islã continua forte, mas não tão poderoso. Dominavam a rota terrestre que ligava a Europa até a Ásia, tendo no centro o Oriente Médio e consigo, a Terra Santa, tornando a região observado com forte interesse. Foi a própria Península Ibérica, ex-conquista islâmica, que inovou e apresentou uma rota marítima para Ásia, isso com Portugal e Espanha. Porém, a Inglaterra investiu e, após o ano 1700 d.C., já dominava a modalidade, tendo várias feitorias em pontos estratégicos. Mais tarde, sendo a Palestina dominado pelo Império Turco, também muçulmano. A Inglaterra, grande estrategista, após o ano 1915, inventou uma guerra santa (Jihad) entre a Arábia e a Turquia. Os ingleses apoiando a Arábia, acabaram com o Império Turco. A Palestina muda de mãos; agora para a Inglaterra. Já nesta época, milhares de judeus retornavam para a terra de seus pais, administrada pelos ingleses mas comandada pelas ricas famílias sírias de Damasco; sendo a população da Palestina em sua maioria de camponeses mal instruídos, o campo estava se preparando para o que vinha mais tarde.
E veio mais cedo. Passou a Primeira e a Segunda Guerra e os nazistas e fascistas aniquilaram bilhões de judeus. Após a Guerra, os judeus não queriam retornar aos países que os entregaram nas mãos do inimigo; iniciou-se a locomoção maciça para a Palestina. Com o apoio dos EUA, o maior beneficiado do pós-guerra, e contando com milhares de judeus e muitos destes milionários, os quais depositavam num fundo para "ajudar os judeus", em 1947 cria-se o estado judeu chamado Israel. Os indivíduos que chegaram como refugiados dominam a terra.




Recapitulando, 1923 a 1948 quem dominava essa região eram os ingleses, que na tentativa de conciliar árabes e sionistas firmou um tratado de independência futura. Com a guerra na Alemanha os sionistas cooperaram muito com os aliados com o desejo de combater o regime nazista e fortalecer sua posição junto das potências ocidentais. Em contra partida os árabes perderam terreno.
Assim, nos primeiros 5 anos de guerra 75.000 judeus imigraram para a região, organizando um exército clandestinos de judeus que em 1942, com o apoio dos judeus dos Estados Unidos conseguiu aprovar o fim do domínio inglês, o reconhecimento de uma comunidade judaica e de um exército. Porém haviam dois obstáculos a serem ultrapassados: expulsar os ingleses que insistiam em não sair da região e decidir quem dominaria depois da retirada inglesa, os árabes ou os judeus, pois eles continuavam lutando pela posse do território. Por isso, em 1947 a ONU aprovou o plano de partilha da região entre árabes (Palestina: Faixa de Gaza e Cisjordânia), judeus (Israel) e de uma zona internacionalizada ao redor de Jerusalém.
Derrotados todos em 1948, os judeus fizeram com que os árabes fugissem para países vizinho, os ingleses abandonassem aquelas terras, ficando estas nas mãos do judeus que instalaram um governo provisório. Em 1949 realizaram eleições para o parlamento. E nesse ano Israel ingressou na ONU. No ano seguinte as fronteiras de Israel forma fixadas. Porém em 1952 as relações entre Israel e seus vizinho árabes foram piorando. Em 1967 incidentes entre Israel e Síria agravaram a tensão, sempre presente na região. O presidente Nasser, do Egito, pediu e obteve a retirada das forças da ONU do Sinai, para onde mandou muitos militares ao mesmo tempo que fazia alianças militares com a Jordânia, Síria e Iraque. Até que Nasser bloqueou o estreito de Tiran à navegação israelense e a guerra começou.


Israel venceu em seis dias, quando ocupou toda a península do Sinai, a Cisjordânia, Gaza e as Colinas de Golã. A devolução dessas regiões só seria possível para Israel se fosse feito um contrato de paz, o que agravou a crise. Em 1973 um novo conflito surgia: Síria e Egito contra Israel. Até que a ONU conseguiu acabar com isso. Internamente, as necessidades de defesa e segurança passaram a ser os aspectos mais importantes de Israel, com reflexos políticos e econômicos. O país gastava muito no setor militar, piorando sua situação econômica. Com a ajuda dos Estados Unidos, o Egito e Israel chegaram em 1979 a um acordo sobre a devoulução dos territórios ocupados. Mas em 1981 o presidente de Israel iniciou uma política agressiva, invadindo o Líbano em 1982.

Em 1983 o prestígio do governo abalou-se com problemas internos, massacres de israelenses na região ocupada do Líbano e a crise financeira. Iniciando a retirada das tropas israelenses do Líbano em 1983. Contudo, Israel não iria terminar a retirada enquanto forças sírias permanecessem no Norte do Líbano, fazendo com que a retirada israelense só terminasse em 1985.
Os ataques muçulmanos (xiitas árabes) contra o Exército do Sul do Líbano (ESL) aumentaram, assim como a Organização para a Libertação da Palestina ressurgia no Sul do Líbano e recomeçava os ataques com mísseis contra cidades israelenses fronteiriças.
Com a ajuda da ONU foram feitas outras negociações visando a devolução das terras ocupadas pelos israelenses.




Em 1996 o primeiro ministro israelense foi substituído por Itzhak Shamir, que acabou com as negociações ocasionando várias rebeliões iniciadas em 1988. A Autoridade Nacional Palestina sobre a Faixa de Gaza e a Cisjordânia foi estabelecida pelo acordo de paz assinado entre Israel e a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) em 4 de maio de 1994, no Cairo. O acordo prevê a retirada das tropas israelenses de quase toda a Faixa de Gaza e de uma região da Cisjordânia, ocupados desde 1967. Numa primeira etapa retiram-se as tropas da Faixa de Gaza e de uma região de 56 km2 na Cisjordânia. Mas os militares israelenses ainda ocupam uma parte da Faixa de Gaza e quase toda a Cisjordânia. De certo só há uma coisa: entra ano, sai ano, e as relações entre Israel e Estados Unidos sempre estão firmes como uma rocha! Entra Presidente, sai presidente, e ambos os países encontram-se em um namoro apaixonado. Atualmente (2001), os arábes palestinos estão revoltosos e estão fazendo mais um dos seus levantes contra a nação Israel e está sendo acobertado por uma cortina de fumaça chamada de "país arábes exportadores de petróleo".


Israel - A Resposta de Deus aos Céticos

Conforme declaração feita pelo historiador Mark Robinson.
A nação de Israel e o povo judeu são um enigma para este mundo. Sua existência desafia a lógica humana; sua preservação contradiz todas as tendências históricas.
Sua singularidade como povo estarreceu o escritor americano Mark Twain, que escreveu em 1897:
Se as estatísticas estiverem corretas, os judeus constituem menos de um quarto de 1% da raça humana. Isto sugere um minúsculo e obscuro pontinho perdido em meio à Via Láctea. Na verdade, nem se deveria ouvir falar acerca dos judeus; mas eles são citados, sempre falou-se deles. O povo judeu tem tanto destaque no planeta quanto qualquer outro povo, e sua importância é exageradamente desproporcional à pequenez de seu tamanho.
Suas contribuições à lista mundial de grandes nomes na literatura, ciência, arte, música, finanças, medicina e erudição profunda são igualmente desproporcionais ao seu número reduzido... Os egípcios, os babilônios e os persas surgiram, encheram o planeta de barulho e esplendor, e então murcharam e desapareceram. Os gregos e os romanos vieram logo após, provocaram um alarido imenso, e se foram... Os judeus presenciaram a passagem de cada um desses povos, sobreviveram a todos eles e são hoje o que sempre foram... Todas as coisas são mortais, menos os judeus. Todas as outras forças passam, mas os judeus permanecem. Qual o segredo de sua imortalidade?
A resposta à pergunta de Mark Twain encontra-se em Isaías 41.
O POVO ESCOLHIDO
"Mas tu, ó Israel, servo meu, tu, Jacó, a quem elegi, descendente de Abraão, meu amigo, tu, a quem tomei das extremidades da terra, e chamei dos seus cantos mais remotos, e a quem disse: Tu és o meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei" (Is 41.8-9).
O plano de Deus para este mundo gira ao redor de um povo. Deus não escolheu o povo judeu por causa de seu número, do seu poder, da sua grandeza, ou de qualquer outra coisa dessa natureza. Simplesmente, Deus é soberano e escolheu Israel para ser o veículo de Seu plano para o mundo.
O propósito desse plano tem, pelo menos, três aspectos. Primeiro, Deus desejava alguém que levasse a Sua palavra ao mundo. De acordo com Deuteronômio 4.1-2 e Romanos 3.1-2, Deus usou o povo judeu para produzir a Bíblia. O Antigo e o Novo Testamentos foram, ambos, escritos por pessoas do povo judeu. Em segundo lugar, Deus queria que a nação de Israel servisse ao mundo como testemunha do único Deus verdadeiro. Em Isaías 43.21 lemos a afirmação: "...povo que formei para mim, para celebrar o meu louvor". Finalmente, em terceiro lugar, Deus planejou usar a nação de Israel como veículo para trazer o Messias ao mundo. A passagem de Miquéias 5.2 claramente afirma que o Rei de Israel, o Messias, viria de entre os judeus e nasceria em Belém. Dessa maneira, a redenção para o mundo emanaria do ventre de uma mãe judia.
O início da história singular de Israel se deu com Abraão, de maneira que Deus pudesse executar Seu plano para este mundo. Se não levarmos em consideração a ação de Deus, não encontraremos qualquer explicação razoável para Israel e o povo judeu.
A preservação do povo de Israel
A preservação do povo judeu é, no mínimo, assombrosa. Nações e povos muito mais numerosos, mais ricos e que ocupavam territórios bem maiores, surgiram e desapareceram. Os povos que formaram os grandes impérios da história, tais como os babilônios, os persas, os gregos e os romanos, todos saíram do palco da história mundial, mas a nação judaica continua seguindo seu caminho. A explicação para esse fenômeno se encontra, parcialmente, em Isaías 41.10,13-14: "não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel... Porque eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo. Não temas, ó vermezinho de Jacó, povozinho de Israel; eu te ajudo, diz o Senhor, e o teu Redentor é o Santo de Israel".
O onipotente Deus do Universo protege e guarda Seu povo escolhido da destruição. A Bíblia está tão certa da presença contínua do povo judeu sobre a terra, que chega a afirmar em Jeremias 31.35-37: se alguém quisesse destruí-lo, antes teria de acabar com o Universo inteiro. O plano e o propósito de Deus para com a humanidade estão centrados nesse povo. Dessa forma, os judeus existirão para sempre porque se encontram no centro da vontade de Deus para com este mundo.
O conflito do povo de Israel
A história do povo judeu tem sido um constante conflito. Uma nação após a outra tem tentado apagá-lo das páginas da história mundial. Desde os Faraós até os "pogroms" (movimentos populares de violência contra os judeus), desde Hamã até Hitler, de Antíoco Epifânio até o vindouro Anticristo, todos procuraram (procuram ou ainda procurarão) aniquilar os judeus. Na verdade, a maior parte da história de Israel tem se constituído de conflitos com os países vizinhos. A paz nunca chegou à nação cuja capital recebe o nome de "cidade da paz" – Jerusalém. Não obstante, o fim prometido a todos os que se levantam contra essa nação – os que a odeiam, que a perseguem, os que lhe fazem guerra – será a destruição. Com tais nações acontecerá o que elas pretendiam fazer a Israel. Deus manterá a promessa que fez por ocasião da aliança com Abraão: "... amaldiçoarei os que te [ao judeu] amaldiçoarem" (Gn 12.3).
O conflito e a preservação do povo judeu foram expressos muito bem pelo escritor Russo Leon Tolstoi em um esboço intitulado "O que é um judeu?":
Esta pergunta não é tão estranha quanto parece. Reparemos que tipo peculiar de criatura é um judeu, que tem sido abusado e molestado, oprimido e perseguido, maltratado e massacrado, queimado e enforcado por governadores e nações – em conjunto ou separadamente – e, apesar de tudo isso, ainda vive. ...Ele, a quem nem a matança, nem a tortura ao longo de anos puderam destruir; a quem nem o fogo, nem a inquisição foram capazes de varrer da face da terra; ...tal nação não pode ser destruída. O judeu dura para sempre, como a própria eternidade.
A consumação do povo de Israel
O final desta época, como bem sabemos, terá seu clímax quando todas as nações do mundo vierem contra Israel na batalha do Armagedom (Jl 1.15; 3.9-17; Sf 3.8-9; Zc 12-14).
Naquele dia, Deus se valerá da nação de Israel para ajudá-lo a destruir as nações do mundo. Em Zacarias 12.8 lemos que o Senhor defenderá Israel, e que o mais fraco entre o povo judeu "será como Davi, e a casa de Davi será como Deus". Todas as nações do mundo serão derrotadas (Zc 14.3,9) e todos que odeiam os judeus serão julgados (Mt 25.41-46).
Após essa grande batalha e a libertação efetuada pelo Messias, o tão esperado reino messiânico será instaurado. As grandes promessas de Isaías – de que "o lobo habitará com o cordeiro" (Is 11.6) e que "nunca mais se ouvirá nela [em Jerusalém] nem voz de choro nem de clamor" (Is 65.19) – finalmente serão realizadas. Por fim, a verdadeira paz virá para Israel e para o mundo.
O PROPÓSITO DO POVO DE ISRAEL
"Para que todos vejam e saibam, considerem e juntamente entendam que a mão do Senhor fez isso, e o Santo de Israel o criou" (Is 41.20).
De acordo com esse versículo, o povo judeu existe por pelo menos quatro razões:
1. Para que todos vejam o povo judeu e sua história e percebam que é um povo singular neste mundo. Quando Frederico, o Grande, imperador da Prússia, desafiou um crente de sua corte a lhe dar uma prova de que a Bíblia e o seu Deus eram verdadeiros, esse crente retrucou sabiamente: "Os judeus!"
2. Para que todos saibam que a existência do povo judeu só pode ser explicada sobrenaturalmente. Sua existência contínua não se explica por meio de sorte, coincidência, ou qualquer outra casualidade da natureza.
3. Para que todos considerem que foi o Deus da Bíblia que realizou essa obra miraculosa e procurem um relacionamento com o soberano Senhor do Universo. Se o Deus de Israel é suficientemente poderoso para realizar tudo isso e julgar, não somente indivíduos, mas também nações que se opõem à Sua vontade, então Ele merece nossa atenção e adoração.
4. Para que todos juntamente entendam que o Deus de Israel é o verdadeiro Deus deste Universo. Ele é Aquele a quem precisamos ouvir e obedecer.
A história de Israel é relevante para todos os povos do mundo, tanto judeus como gentios, e os prepara a fim de que respondam pela fé ao Santo de Israel. Em Isaías 41.21-23, Deus lança um desafio ao mundo: "Apresentai a vossa demanda, diz o Senhor; alegai as vossas razões, diz o Rei de Jacó. Trazei e anunciai-nos as coisas que hão de acontecer; relatai-nos as profecias anteriores, para que atentemos para elas e saibamos se se cumpriram; ou fazei-nos ouvir as coisas futuras. Anunciai-nos as coisas que ainda hão de vir, para que saibamos que sois deuses; fazei bem ou fazei mal, para que nos assombremos, e juntamente o veremos".
A história do povo judeu confirma que o Deus da Bíblia é o único que atendeu a esse desafio com perfeição. Nenhuma outra entidade adorada pelo homem, incluindo Alá, Buda, ou quem quer que seja, foi capaz de realizar essas coisas. O Deus de Israel e da Bíblia é, inquestionavelmente, o único Deus verdadeiro do Universo.
A Bíblia é a Palavra desse único e verdadeiro Deus. Ele, e unicamente Ele, deve ser buscado e obedecido. Foi Ele que prometeu trazer um Redentor; Ele é que nos ensinou em Sua palavra como reconhecer esse Redentor; e é Ele que tem o poder de agir como prometeu. Exatamente como afirmou, Ele enviou o Messias de Israel, Jesus de Nazaré, que cumpriu centenas de profecias escritas sobre a Sua pessoa. Jesus resumiu o ensino do Antigo Testamento e o Seu desafio para as pessoas em todos os lugares: "Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim" (Jo 5.39).


CONCLUSÃO:

Acredito, que esta disciplina tenha servido de grande conhecimento e valia a todos quanto a estudaram, pois o povo de Israel é uma nação em que a promessa do Todo-Poderoso, esta de forma direta, sobre eles, desde os patriarcas até os dias atuais, e a importância de conhecermos mais a sua historia, vida e visão, é indispensável a qualquer estudante das sagradas escrituras.

BIBLIOGRAFIA:

HEREUS, História dos – Flávio Josefo – CPAD
BRASILEIRA, Enciclopédia Anglo
JUNIOR, Enciclopédia Delta
FILOSOFIA, Enciclopédia de Bíblia Teologia e –
R.N.Champlin - Hagnos

Um comentário:

Robson Andrade disse...

Interessante