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CURSO PREPARATÓRIO DE TEOLÓGIA GRÁTIS EM SALA DE AULA, COM 12 DISCIPLINAS EM 8 MESES DE DURAÇÃO.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
LICENCIATURA MINISTERIAL
Quantos Obreiros estão totalmente esquecidos pelos Ministérios e Igrejas em que servem, sem nenhumna qualificação ministerial, sem preparo Teológico e alguns não sabem oficializar nenhuma cerimonia eclesiastica. Com essa MISSÃO de ajudar os companheiros no crescimento e desenvolvimento Cristão e Teológico, é que FATESB, estará ministrando a partir do mes de outubro/2009 o curso de LICENCIATURA MINISTERIAL onde estaremos estudando as seguintes disciplinas:
OFICIOS PASTORAIS
- Oficialização de Casamentos
- Batismo em águas
- apresentações de Crianças
- Ceia do Senhor
- Cultos funebres
- Noivados
- Bodas de Prata e Ouro
LIDERANÇA
- Formação de Lideres
- Descobrindo Novos Talentos
- Vocação
ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA
- Formação de Estatuto
- Formação de Regime interno
- Contabilidade - O que pode e o que não pode
TRANSCULTURAÇÃO
- Costumes
- Doutrinas
- Cultura
- Modernidade
- Secularismo
PSICOLOGIA GERAL
- Aconselhamento
- Familia
- Ministério
- Grupos
CURSO APOSTILADO, COMO CERTIFICADO DE CONCLUSÃO !
Maiores Informações: (11)5971-1054
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
DEUS TRINO

INTRODUÇÃO:
O estudo a cerca da Trindade é uma das mais polêmicas doutrinas Bíblicas. A mente humana é muito pobre para entender o sobrenatural em sua totalidade. Essa doutrina uma vez negligenciada faz com que heresias e distorções interpretativa das escrituras adentre em nossas igrejas.
A TRI-UNIDADE DE DEUS
A Palavra Tri-Unidade deriva de dois vocábulos latinos "Três” e "Unitas", que afirma a Doutrina de Três em Um, ou seja "Trindade".
Deus é trino e uno – Ele é um só Deus ( Dt 6.4; Is 45.21; 1 Co 8.5,6; Ef 4.6; 1 Tm 2.5), manifesto em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo ( Mt 28.19; 2 Co 13.14; 1 Pe 1.2). Cada pessoa é plenamente divina, igual às duas outras; mas não são três deuses, e sim um só Deus ( Mt 3.17). Não devemos confundir a Tri-unidade com o Triteísmo.
TRITEÍSMO
Sustenta que há três Deuses, e não três distinções pessoais no Deus Uno. Porém a Trindade é bem estabelecida no Credo Atanasiano, que afirma "Adoramos um só Deus em Trindade e uma Trindade em Unidade, não confundindo as Pessoas e nem dividindo as substâncias”. Portanto existe um único Deus, subdividido em três pessoas PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO, e não três deuses. É um Monoteísmo e não um politeísmo.
TRINDADE
Porém a Trindade é bem estabelecida no Credo Atanasiano, que afirma "Adoramos um só Deus em Trindade e uma Trindade em Unidade, não confundindo as Pessoas e nem dividindo as substâncias”. A Trindade, portanto, são Três Pessoas eternamente Inter-Constituídas, inter-relacionadas, Inter-Existentes, e, por conseguinte, Inseparáveis, dentro de Um único Ser e de Uma única substância ou Essência.
A Doutrina da Trindade é evidenciada pela Tríplice Manifestação Divina por Ocasião do Batismo de Jesus, pela Tríplice referência na Bênção Apostólica; pela menção de Três Pessoas Divinas nos ensinos de Cristo e Paulo ensinados no Novo Testamento revelam claramente a Doutrina da Trindade.
DEFINIÇÃO DOS TERMOS:
Trindade – Crença em um Deus subdividido em três pessoas.
Tri-unidade – Crença em três pessoas em um só corpo.
Triteísmo – Crença em três deuses e não três pessoas – (Teoria inaceitável)
OS ATRIBUTOS DE DEUS
O termo "Atributo", pode ser definido como qualidade ou característica essencial, permanente de distintiva. Os Atributos de Deus portanto são aquelas características essenciais permanentes e distintivas que podem ser afirmadas à respeito de seu Ser.
ATRIBUTOS NATURAIS
1- A VIDA DE DEUS - "A Realidade Bíblica da Vida e Verdadeiro" (Jer.10.10). Deus tem Vida; Ele ouve, vê, sente, age e portanto é um Ser Vivo. (Jer.1.1 0, At. 14.15, Cron. 16.9, Sal.94.9.10).
2- A ESPIRITUALIDADE DE DEUS - A Espiritualidade é fundamental a Existência de Deus. É a forma de Existência completa e Triuna de Deus. Deus é algo mais que uma condição de existência, como espaço ou o tempo. Ele não só existe e age. Ele é o Agente, Ator, Ser Vivo e o Espírito de Vida. Como realidade Bíblica estabelecida, Leia João 4.24; Deuteronômio 4.15-20,23, Isaías 4025, Lucas 24.39, 1 Tim. 1. 17, Atos 17.22-29, 14.8- 1 8, etc.
3-A PERSONALIDADE DE DEUS - Esta Verdade contrária ao "Panteísmo" que diz que tudo é Deus, o universo é Deus e Deus é o universo, ensina ainda que Deus não tem existência separada e distinta. Porém a Crença Universal que apoia a Existência de Deus é a crença em um Deus Pessoal. Podemos definir Personalidade como Existência dotada de Autoconsciência e do poder de Autodeterminação.
4- A ETERNIDADE DE DEUS - A Eternidade é a duração infinita sem começo e sem fim. Deus não teve principio nem terá fim. Ele conhece os acontecimentos presentes. Contudo o Passado, Presente e Futuro são igualmente conhecidos por Ele. Para nós os acontecimentos ocorrem um a um. Mas Deus vê todos acontecimentos como um todo ligado, como se fosse o único acontecimento. ( Gn.32-34; Ex.3.14; Dt.33.27; Sal.90.2; 102.24-27; Hb. 1. 12; Ap. 1.8; Is.44.6 e 57.15).
5 - A IMUTABILIDADE DE DEUS - Na qualidade de ser infinito, absolutamente independente e eterno, Deus está acima de possibilidade de mudanças. "Mudam as criaturas e tudo o que é da terra; Deus porém não muda. Sua realidade Bíblica pode ser vista em MI.3.6; 1 Sm. 15.29; 81. 102.26,27; Tg. 1 .1 7; Hb. 1 3. 8.
6- A ONISCIÊNCIA DE DEUS - A Onisciência de Deus desafia a nossa compreensão. A Palavra "Onisciência” se deriva de duas palavras latinas, "0mmes", que significa Tudo, e "Scientia”, que significa Conhecimento.
As Escrituras ensinam que Deus é Onisciente; sua compreensão é infinita; Sua inteligência é Perfeita. Deus conhece desde toda Eternidade aquilo que será durante toda a Eternidade (At. 15.18).
7- A ONIPOTÊNCIA DE DEUS
O poder de Deus não é conhecido nem limitado por qualquer pessoa fora dele mesmo. Deus pode fazer todas as coisas, nada é por demais difícil para Ele; Para Ele tudo é possível, Deus é Onipotente. (Mt. 19.26; Jó.42.2; Gn. 18. 14; Gn. 17. 1;Ex.6.3, etc.).
8- A ONIPRESENÇA DE DEUS
Este atributo está intimamente ligado à Onipotência e Onisciência de Deus, pois está presente em todos os lugares. Ele age em todos os lugares e possui pleno conhecimento de tudo quanto ocorre em todos os lugares.
OS ATRIBUTOS MORAIS
1- A SANTIDADE DE DEUS
A Santidade de Deus se poderia chamar de o atributo moral enfático de Deus. Nas visões de Moisés, Jó e Isaias, o que mais se salientou foi a santidade divina (Ex.3.4-5; Jó.42.1-6; Is.6.1-7; 1 Pedro 1.16; Ap.4.8; Lc.5.8; Hb.12.14; Is.6.3).
2-A RETIDÃO E A JUSTIÇA DE DEUS
Estes atributos são, na realidade, as manifestações da Santidade de Deus, em suas relações com os homens. A Santidade propriamente dita tem mais a ver com o caráter de Deus, enquanto que na Retidão e na Justiça, este caráter é expresso nas relações entre Deus e os homens.
Justiça e Retidão são simplesmente a santidade de Deus exercida para com as criaturas. A mesma santidade que existe em Deus desde a eternidade, agora se manifesta em justiça e retidão, logo que as criaturas inteligentes passam a existir.
3- O AMOR DE DEUS
O Cristianismo é realmente a única religião que exibe o Ser Supremo como Amor. Os deuses dos pagãos são irascíveis, seres odiosos que necessitam ser constantemente apaziguados. Não é assim o nosso Deus. Seu Amor, qual ponte transpõe o abismo do tempo. Permanece firme sob as mais pesadas pressões. As pressões e o peso do pecado do homem, não tem quebrado a Ponte do Amor, que se reflete na longanimidade de Deus.
4- A MISERICÓRDIA E A GRAÇA DE DEUS
O termo "Misericórdia” tem seu emprego mais freqüente no Antigo Testamento, ao passo que o termo "Graça” é mais freqüentemente encontrado no Novo Testamento. Misericórdia é comumente usado em conexão com o termo "Longanimidade". A significação dos dois termos em conjunto, parece ser equivalente à palavra “Graça” no Novo Testamento.
CONCLUSÃO:
Estudar o assunto sobre a trindade é de fundamental importância para todos os que desejam desenvolver bem o ministério da palavra e crescer em conhecimento.
sábado, 2 de maio de 2009
MISSIOLOGIA
Introdução
Missiologia é o estudo da obra missionária ordenada por Jesus aos seus discípulos, no sentido nacional e transcultural (Mc. 16.15, Mt. 28.19, At. 1.8). O estudo de Missiologia é de fundamental importância, por se tratar de tarefa suprema da Igreja que é a Evangelização dos povos. Durante muitos anos ouvimos desta conhecida frase: “Missões está no coração de Deus”. Disto nós sabemos que o interesse de Deus sempre foi, e sempre será, alcançar todos os povos, raças, nações e tribos de todas as línguas. Porém, nestes últimos dias, Deus está interessado em saber se missões está também no nosso coração. O ponto fundamental da Missiologia é definir as estratégias e parâmetros da grande comissão dada pôr Jesus, tais como uma agência missionária: quem envia e quem é enviado, os maiores obstáculos das missões modernas e contemporâneas, o alcance dos povos não alcançados, a evangelização de todos os povos. Deus fez o papel do primeiro missionário quando desceu até o Jardim do Éden e proclamou o evangelho aos países e toda raça humana, escondida nos lombos de Adão. Depois disso Deus fez papel de enviado, quando completou a missão que o Pai lhe confiou. O Espírito Santo é o Agente das Missões contemporâneas. Concluindo esta introdução, aprendemos que a Trindade formou o primeiro Conselho Missionário.
I – O que é missão?
A palavra missão vem da expressão latina missione, que se originou por sua vez do verbo mittere, que significa ação, tarefa, ordem, mandato, compromisso, incumbência, encargo ou obrigação de enviar missionários. No grego corresponde a palavra apostolé que, em português, é apóstolo e significa “alguém enviado por ordem de outrem para realizar uma tarefa”. Ora, alguém enviado para realizar algo (missão-tarefa) no intuito de atingir um alvo específico (missão-objetivo).
A Grande Comissão apresenta a evangelização mundial como a missão da Igreja. Mas será que a evangelização é a única missão da Igreja? Ou será que evangelizar é o alvo final de Deus? Claro que não! Tudo que Deus fez, fez para Sua glória. A esta tarefa de fazer discípulos pelo mundo afora chamamos de missões, devido a pluralidade da tarefa. Não encontramos este termo na Bíblia, mas deparamo-nos com um verbo correspondente: “enviar” (Gn 12.1; 45.5; Ex 3.10-15; Jz 6.14; Is 6.8; Jr 26.12; Ml 3.1; Mt 10.16,40; 28.18-20; Mc 3.14; 16.15; Lc 9.1,2; 10.1; 24.44-49; Jo 17.3-21; 20.21; At 1.8; 13.4; Rm 3.15; 1 Co 1.17; etc). Enviar significa mandar alguém ou alguma coisa; fazer seguir por determinada via. Isto é, Deus manda ou faz seguir sua mensagem de salvação a um destino – o mundo – através de uma determinada via – seus discípulos.
A tarefa de salvar o mundo não pode ser desassociada do enviar homens e mulheres cheio do Espírito Santo para alcançar o mundo sem Deus, sem paz e sem salvação. Porque não há como salvar o mundo sem que haja alguém enviado para pregar e apontar-lhe o caminho.
II - A Suprema Tarefa da Igreja
A suprema tarefa da Igreja é a evangelização do mundo. Quando Deus amou, amou o mundo. Quando deu seu Filho, deu pelo mundo. Quando Jesus Cristo morreu, morreu pelo mundo. A visão divina é uma visão mundial. Essa é a visão que Ele quer que tenhamos.
Mas quantos e quantos de nós não tem uma perspectiva localizada! Vemos apenas a nossa comunidade, nossa cidade, nosso país, e jamais enxergamos além desses limites. Existem cristãos que se interessam apenas por suas próprias Igrejas e não têm interesse pelo que os outros estão fazendo. Porém há outros dotados de uma visão maior. Vêem com olhos missionários cidades inteiras, estados e países que precisam ser evangelizados. Vêem o mundo em sua inteireza. Contemplam a Europa, a Ásia, a África, a América do Sul e as ilhas dos oceanos. São dotados de uma visão de Deus, pois esta é a visão que ele quer que tenhamos, uma visão de alcance mundial.
Por quê muitos têm uma visão local? E não uma visão mundial? Por quê pensamos apenas em nós mesmos, e não nos preocupamos com vidas de outras raças, culturas e países que não são os nossos? Será por sermos tão míopes que não temos uma visão de âmbito mundial?
Será que pensamos que somos um povo mais importantes do que qualquer dos demais povos do mundo? Se a evangelização do mundo é a tarefa mais importante da Igreja, então devemos investir a maior parte de nossos recursos nesse departamento mais importante. Doutra forma, não estaremos dando prioridade as missões, nem estaremos crendo que a evangelização do mundo é a suprema tarefa da Igreja. “Uma Igreja que não faz missões, não pode ser chamada de Igreja, pois a missão da Igreja é fazer missões”.
A missão da Igreja é a ação de sair de suas quatro paredes, de sua cultura, de seu povo, de sua língua e de seus costumes para anunciar aqueles que estão perdidos. E anunciar a Cristo que salva o pecador arrependido.
III – Deus o primeiro Missionário
Toda a criação de Deus é importante. Porém Deus escolheu o homem de um modo especial, formando a sua imagem e semelhança ( Gn 1.26-28)
Deus criou os seres Angelicais, graus distintos de responsabilidade e autoridade. Deus deu a um Querubim uma grande formosura e sabedoria esplêndida ( Ez 28.12-17). Lúcifer atuava como primeiro ministro de Deus, tinha grande poder e perfeita formosura e esplendida sabedoria, mas também tinha livre arbítrio.
Lúcifer ficou tão deslumbrado com o poder e formosura que Deus lhe deu, que desejou “ ser semelhante ao Altíssimo” ( Is 14.14). E com isso encabeçou uma rebelião jamais vista em toda história, com o propósito de estabelecer “um reino espúrio, juntamente com os anjos que lhe acompanhou nesta rebelião” ( Ap 12.47-49).
Devido esta rebelião, Lúcifer, agora chamado Satanás, recebeu o juízo de Deus e a expulsão dos céus. Tempos depois, Deus fez outra criação, a qual também recebeu livre arbítrio: “o homem”.
Ao criar o homem, Deus mostrou o seu cuidado especial, colocando o homem no Jardim da delícias, para a sua nova criação habitar. Satanás com ciúmes, partiu para atacar e perturbar o homem afim de afasta-lo da presença do Todo – Poderoso.
O homem tendo caído, em pecado, distanciou-se de Deus, perdendo a comunhão e a salvação de seu Criador. Porem Deus não desistiu da sua criação, e deu novas oportunidades através das dispensações. Vejamos:
AS SETE DISPENSAÇÕES
DISPENSAÇÕES DURAÇÃO
Inocência ( ou Edêmica) Criação à queda
Consciência (ou Antediluviana) Queda ao dilúvio
Governo humano (ou Pós-diluviana) Dilúvio à chamada de Abraão
Promessa ( ou Patriarcal) Chamada de Abraão à saída do Egito
Lei ( ou Legal) Monte Sinai ao Monte Calvário
Graça ( Igreja ou do Espírito Santo) Monte Calvário ao arrebatamento
Milênio (ou Governo Divino) Segunda vinda ao trono branco
Cada dispensação, mostra-nos, o plano de Deus para a salvação do homem, foram oportunidades dada para que a criatura venha a reconciliar-se com o Criador.
IV – Jesus – O missionário enviado pôr Deus
Em João 3.16, encontramos o plano de Deus se concretizando, ao enviar o seu Único Filho ao mundo, para construir a mais linda história, da redenção numa inexplicável expressão de amor, a ponto do apóstolo do amor, que sabe tão bem descrever a cena apoteótica do Amor de Deus, usar a expressão “ de tal maneira”, como uma forma incompreensível para sintetizar a profundidade do Amor de Deus ao mundo, Amor de Deus ultrapassa as fronteiras culturais, raciais e lingüisticas. O amor de Deus não se restringe a uma raça, nação ou grupo cultural. Ele ama a todos os povos. Deus deseja que todos os homens se arrependam e sejam salvos, mediante a obra realizada por Cristo.
Jesus deu ao mundo o direito de salvação, através de sua vida, morte e ressurreição; “para que todo aquele que Nele crê, não pereça mais tenha a vida eterna”. Após a ressurreição de Jesus, Ele teve uma prioridade para ensinar os seus discípulos: “ Ide por todo o mundo, e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16.15) ; “Ide, fazei discípulos de todas as nações” ( Mt 28.19);“ Ser-me-eis testemunhas tanto em...como...e até os confins da terra” ( At 1.8).
Estas três passagens bíblicas já é o suficiente para descrever qual a prioridade número um, do Senhor Jesus Cristo. “A evangelização do mundo”. Mesmo antes da ressurreição do Senhor Jesus Cristo, havia dito as nações, e depois é que virá o fim. (Mt 24.14). Já naqueles dias o Senhor Jesus Cristo, via tanto a necessidade e a urgência da obra missionária, que numa determinada ocasião, ao olhar para a Seara, faltava quatro meses para a Ceifa, entretanto Ele já via os campos brancos para a Ceifa. ( Jo 4.35).
V – O Espírito Santo – O Propagador de missões
O livro de Atos dos Apóstolos, nos descreve grandes feitos realizado no início do cristianismo em Jerusalém por intermédio dos apóstolos. Porém nós sabemos que nada seria feito se não fosse ordenado por nosso Senhor Jesus, antes de sua ascensão ao céu. “Mas recebereis poder ao descer sobre vós, o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda Judéia, Samaria e até os confins da terra” (At 1.8). Quando no dia de Pentecostes todos os discípulos foram cheios do Espírito Santo e o mundo daquela época foi alcançado pela pregação do Evangelho: isso se deve ao grande propagador de missões; o Espírito Santo, maior incentivador da obra missionária. É ele quem impulsiona, encoraja e chama homens e mulheres para realizar a obra missionária. Ao observarmos o capítulo 13 de Atos dos Apóstolos, quando a Igreja de Antioquia estava reunida “disse o Espírito Santo: separa-me a Barnabé e Saulo para a obra que eu os tenho chamado” (At 13.1-3). O Espírito Santo tanto chama homens para fazer a sua vontade como também convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Esta é a grande missão do Espírito Santo.
VI – A Missão no Novo Testamento
O Novo Testamento apresenta a pessoa de Jesus como Salvador do mundo. Do início ao fim do Novo Testamento encontramos o propósito de missão. Os Evangelhos anunciam a chegada definitiva do Reino dos Céus, os Apóstolos anunciam o Reino de Deus e as Epístolas são usadas como instrumentos reais e autênticos do trabalho missionário dos Apóstolos às Igrejas recém-plantadas.
1. A Grande Comissão
No Novo Testamento, encontramos três ordens imperativas do Senhor Jesus: 1) Vinde; 2) Ide; 3) Ficai. No Evangelho segundo escreveu São Mateus 28.19-20, encontramos o registro da Grande Comissão separada por Jesus aos seus discípulos. E dois aspectos podem ser destacados nesta Grande Comissão:
PRIMEIRO: uma ordem – “IDE, fazei discípulos em todas as nações”. Este IDE, ordenado pela pessoa de Jesus, é uma confirmação de Marcos 16.15, onde diz: “Ide, pregai o Evangelho a toda criatura”. Jesus, após ressuscitar, disse: “Foi me dado todo poder nos céus e na terra” (Mt 28.18). Por isso, Ele não pediu aos seus discípulos para evangelizar, mas ordenou.
SEGUNDO: uma promessa – “e eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”. Ao mesmo tempo em que Jesus deu uma ordem Ele nos consolou dizendo que estaria conosco na execução desta grande comissão. Portanto para realizar a obra missionária temos um apoio direto do Dono da Obra. Não estamos sozinhos nesta missão, vamos realizar de forma urgente a missão que o Senhor nos confiou.
2. A Igreja Primitiva cumpriu a Grande Comissão?
No livro de Atos encontramos a explicação para a pergunta feita acima. Milhões de cristãos julgam que o livro de Atos dos Apóstolos, de Lucas, registra a obediência dos 12 Apóstolos a Grande Comissão. Mas na verdade relata a relutância dos mesmos ao obedecê-la. É do nosso conhecimento que os judeus sempre foram exclusivistas, e este foi um dos grandes obstáculos para a realização da Grande Comissão. Parece que os Apóstolos não entenderam a ordem dada por Jesus a eles. Você percebe isso quando Cornélio mandou mensageiros buscar a Pedro, se fosse antes a advertência que o Senhor havia dado a Pedro através daquela visão do lençol (At 10.9-16), ele não teria aceitado ir anunciar o evangelho pela primeira vez aos gentios.
O Espírito de Deus advertiu a Pedro dizendo: “levanta-te, pois, e desce e vai com eles nada duvidando, porque Eu os enviei” (At 10.19). Quando chega ao conhecimento dos Apóstolos e crentes da Judéia que Pedro pregou aos gentios, eles, o criticam por esta atitude. Pergunta-se, será que haviam esquecido quando Jesus disse “até os confins da terra”?
3. Panorama missionário do livro de Atos dos Apóstolos
Veja o envolvimento da Igreja Primitiva na obra missionária no início do cristianismo:
ATOS 01 - Traça o perfil geográfico da obra missionária, começando em Jerusalém até os confins da terra.
ATOS 02 - No qüinquagésimo dia após a festa da Páscoa (na Festa de Pentecostes) o Espírito Santo envolve os primeiros quase 120 membros da Igreja local fundada por Cristo, onde houve uma conversão de quase três mil almas.
ATOS 03 - A Igreja já tinha mais de três mil membros.
ATOS 04 - A Igreja já tinha cerca de cinco mil membros, o que começa a assustar as autoridades da época.
ATOS 05 - Toda Judéia é evangelizada, cumprindo assim sua primeira meta.
ATOS 07 - Estevão é separado para diácono e se torna um evangelista e prega com ousadia perante o Sinédrio em seguida torna-se o primeiro mártir do cristianismo “morrendo apedrejado”.
ATOS 08 - A Igreja cumpre a segunda meta, evangelizando toda Samaria através do diácono Felipe que foi separado por Deus como evangelista.
ATOS 09 - A conversão do apóstolo Paulo, o qual beneficiou o cristianismo tornando-o o maior apóstolo missionário de toda história
ATOS 10 - Pedro recebe visão divina de missões transculturais e em obediência prega aos gentios e na casa de Cornélio.
ATOS 11 - O evangelho cresce entre os gentios e os discípulos de Jesus são chamados pela primeira vez cristãos.
ATOS 12 - O crescimento da igreja incomoda as autoridades e Herodes Agripa I, neto de Herodes, o Grande, manda matar Tiago, o primeiro dos apóstolos a ser morto e Pedro vai a prisão onde Deus o libertou milagrosamente.
ATOS 13 - A Igreja de Antioquia torna-se a primeira Igreja gentílica com visão de missões transculturais e envia a Paulo e Barnabé para realizar missões transculturais.
ATOS 14 - Observamos o resultado da primeira Viagem Missionária nas províncias da Galácia realizado por Paulo e Barnabé.
ATOS 15 - É realizado o primeiro concílio em Jerusalém pelos apóstolos.
ATOS 16 - A Igreja atinge a terceira meta evangelizando toda Judéia e Ásia e com a visão transcultural de Paulo o evangelho chega a Trôade e a Europa, onde Lídia se converte ao Senhor através de Paulo.
ATOS 17 - Paulo e Silas fundam duas igrejas: uma em Tessalônica e outra em Béreia e depois para Atenas.
ATOS 18 - O Apóstolo Paulo funda uma igreja em Corinto e conclui a Segunda Viagem missionária e inicia a terceira.
ATOS 19 - Paulo chega em Éfeso onde permanece por dois anos.
ATOS 20 - Mais uma vez Paulo passa a Macedônia e Grécia.
ATOS 22 - Paulo dá testemunho de sua conversão no caminho de Damasco e afirma ser chamado por Deus para fazer missões entre gentios.
ATOS 23 - O perseguido é perseguido.
ATOS 24 - Paulo prega perante o Sinédrio diante do governador Félix.
ATOS 25 - O apóstolo Paulo realiza missões perante as autoridade e evangeliza o governador Festo, sucessor de Félix.
ATOS 26 - Deus cumpre na vida de Paulo o que disse através da boca de Ananias no ato de sua conversão, sendo usado aos gentios, os reis e aos filhos de Israel (At 9.15).
ATOS 27 - Paulo, em uma viagem de navio, ganha 276 almas e chega a ilha de Malta onde ganha indígenas para Jesus.
ATOS 28 - Paulo chega a Roma, capital do Império, prega o evangelho às autoridades e dali por diante o evangelho alcança todo império até os confins da terra. A quarta meta geográfica é realizada pela igreja primitiva.
VII – MISSÕES E OS PRIMEIROS CRISTÃOS
Antes de Cristo, ascender aos céus, enviou seus discípulos a anunciar o Evangelho a todos os povos. Para isso tinham que ser capacitados, pois a obra era muito grande (Lc 9.1; 24.49; At 1.8; 15.18,19). Após a vinda do Espírito Santo (Lc 24.49; At 2.1-13), os discípulos iniciaram seus ministérios pregando a todos quanto desejassem ouvi-los, atendendo a ordem do Mestre de anunciar as boas-novas a toda criatura (Mc 16.20).
A ação do Espírito Santo sobre os discípulos levou-os a pregar o evangelho com ousadia, sinais e maravilhas. Milhares de almas se convertiam, engrossando as fileiras dos primeiros cristãos. Mas alguns crentes, por causa de seus preconceitos raciais e religiosos, limitavam-se a pregar aos judeus, contrariando a ordem universal de Cristo a sua Igreja. Houve, porém, um homem cheio do Espírito Santo por nome de Filipe, que deu um passo decisivo, abrindo oportunidade para que os gentios pudessem alcançar tão gloriosa salvação.
1. Filipe
Filipe foi o primeiro missionário transcultural da Igreja primitiva. Ele recebe sua chamada, através de um anjo que o envia para a estrada de Gaza (antiga região dos filisteus), onde encontra um eunuco, auto oficial da rainha dos etíopes. Depois de lhe ter anunciado o evangelho, batiza-o nas águas (At 8.26-39). Em seguida, Filipe, ainda sob a ação do Espírito de Deus, passa além e evangeliza várias cidades, de Azoto até Cesaréia. Seu ministério é seguido de perto pelo apóstolo Pedro que, ao saber das conversões, começa a dar assistência aos trabalhos já fundados (At 8).
2. Pedro
Pedro deixa bem claro que sua mensagem é dirigida a todos, independentemente de sua nacionalidade: “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é agradável aquele que teme e faz o que é justo” (At 10.34,35). Depois da descida do Espírito Santo na casa de Cornélio, afirmou o apóstolo: “Portanto, se Deus lhe deu o mesmo Dom que a nós, quando cremos no Senhor Jesus Cristo, quem era, então eu, para que pudesse resistir a Deus? E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus dizendo: na verdade, até os gentios Deus deu o arrependimento para a vida” (At 11.17,18).
Nota-se que, por causa da conversão dos gentios, houve discordância entre os apóstolos. Mas o testemunho da conversão de Cornélio apaziguou de imediato os ânimos. Por isso na Segunda Carta de Pedro, diz que o Senhor não retarda a sua promessa, sendo antes longânimo, “não querendo que alguns (homens) se percam, sendo que todos venham a arrepender-se” (2 Pe 3.9).
3. João
João ensina que Cristo é “a propiciação pelos pecados do mundo inteiro” (1 Jo 2.2). É o enviado do Pai como “o Salvador do mundo” (1 Jo 4.14), que “jaz no maligno” (1 Jo 5.19). Na visão de João na ilha de Patmos, o apóstolo vê o Cordeiro (Cristo) andando entre as igrejas da Ásia (Ap 1-3) – cidades gentias. No evangelho que leva o seu nome, João usa a palavra cosmos “que significa mundo”, “universo” – mais de cinqüenta vezes (Jo 1.29; 3.16,17; 4.42; 8.12; 9.5; 12.47; 17.21; etc.).
4. Tiago
A conversão dos gentios causa grande impacto e discórdia entre os apóstolos resultando numa reunião para a discussão do assunto – o Concílio de Jerusalém. Neste Concílio, Tiago expressa favoravelmente a extensão do evangelho aos gentios diante das evidências apresentadas e exorta os demais apóstolos a “não perturbarem aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus” (At 15.13-21). Mais tarde o apóstolo diz em sua epístola, que Deus não faz acepção de pessoas (Tg 2.1).
5. Mateus
Mateus endereça o seu evangelho aos judeus e cita referências que Isaías faz a Jesus: “Eis o meu servo que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz; porei sobre ele o meu Espírito, e anunciará aos gentios o juízo. Não contenderá, nem clamará, nem alguém ouvirá pelas ruas a sua voz. Não esmagará a cana quebrada, não apagará o morrão que fumega, até que faça triunfar o juízo. E, no seu nome, os gentios esperarão” (Mt 12.18-21).
Como se vê em Mateus, ele relata a vinda dos magos, que eram gentios, para visitar a Jesus recém nascido (2.1-12); conta que Jesus teve que utilizar-se de uma nação gentia para refugiar da perseguição de Herodes, onde ficou até a morte deste, dando cumprimento a profecia de Oséias 11.1: “Do Egito chamei a meu filho” (2.13-23). Relata as palavras de Jesus que se referem a conversão dos gentios e que estes adorarão e sentar-se-ão a mesa com os patriarcas de Israel (8.5-13).
O Evangelho de Mateus registra os ensinos de Jesus na parábola do joio, em que diz “...o campo é o mundo” (13.36-43); narra a cura da filha de uma cananéia que vivia na região sírio-fenícia (15.21-28). Mateus é o único evangelista relator das palavras de Jesus acerca da Igreja (16.17-20). Na parábola da vinha, o evangelista realça as palavras do Mestre, demonstrando a determinação de Deus em passar o seu reino para outros trabalhadores (21.33-46).
6. Paulo
Paulo considera-se o abortivo (1 Co 15.8) para desempenhar seu ministério entre os gentios, sendo considerado apóstolo deles. É o que o Senhor fala a Ananias: “O Senhor disse-lhe, porém: vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel” (At 9.15).
Paulo diz a Timóteo que foi “constituído pregador e apóstolo... e doutor dos gentios, na fé e na verdade” (1 Tm 2.7).
No Concílio de Jerusalém, Paulo e Barnabé relatam como os desígnios de Deus são universais: alcançam igualmente judeus e gentios (At 15.12). Em suas mensagens, Paulo esforça-se por mostrar esta universalidade: “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida” (Rm 5.18).
Em Atos dos Apóstolos, vemos que, através do ministério de Paulo e seus companheiros, a Igreja estendeu-se a todos os povos, culturas e nações conhecidos naquela época.
7. Barnabé
Barnabé foi enviado pelos apóstolos a Antioquia para pastorear os que se converteram através da pregação dos irmãos dispersos de Jerusalém pela perseguição. Barnabé foi o primeiro a acreditar na conversão de Paulo. Chegando a Antioquia, percebeu que não podia pastorear sozinho tão grande multidão, por isso foi a Tarso buscar a Paulo para auxilia-lo (At 11.19-26).
Passado algum tempo, a comunidade cristã de Antioquia envia Barnabé e Paulo, pelo poder do Espírito, para o campo missionário. E assim, Antioquia transformou-se na primeira igreja missionária gentia (At 13.1-4).
8. Lucas
Lucas, o único escritor bíblico não judeu, apresenta cristo aos gregos como o Filho do Homem (Lc 19.10) – o Salvador universal de todos os perdidos. Ele acompanha o apóstolo Paulo em muitas de suas viagens missionárias, até em suas prisões (2 Tm 4.11; Cl 4.14).
Lucas também é o escritor de Atos, e dedica sua obra a um cristão grego chamado Teófilo, para colocá-lo do sucedido com Jesus e com a propagação do evangelho (Lc 1.3; At 1.1). Ele mostra a universalidade do evangelho nos seus dois escritos. Por exemplo: quando Jesus foi apresentado no templo, Lucas relata as palavras de Simeão: “...pois já os meus olhos viram a tua salvação...” (Lc 2.30-32). Lucas apresenta a genealogia completa de Jesus até Adão – pai de toda raça humana (Lc 3.23-38). Em Atos, Lucas mostra todo o percursor da propagação do evangelho nos primeiros anos da Igreja. Em alguns desses percursos, o próprio escritor estava presente.
9. Marcos
Marcos destina seu relato sobre a vida e obra de Jesus aos romanos, apresentando-o como servo obediente (Mc 10.45).
Primo de Barnabé (Cl 4.10), Marcos acompanha-o na primeira viagem missionária de Paulo, mas acaba voltando de Perge da Panfília para Jerusalém antes de haver concluído a viagem (At 13.13). Posteriormente, segue com Barnabé para Chipre, pois Paulo não o quis levar em sua segunda viagem missionária. Todavia, acabou por ministrar para Paulo em sua prisão em Roma (2 Tm 4.11; Fm 24), sendo ainda companheiro de Pedro (1 Pe 5.13).
10. A Igreja Primitiva
A Igreja tem sido o instrumento de Deus para a propagação mundial do evangelho. Tal como Deus formou Israel e no Antigo Testamento o constituiu como seu representante, assim formou a Igreja para concluir a tarefa iniciada pelos hebreus. A Igreja Primitiva, por conseguinte, estava ciente desta visão missionária e universal de Deus.
Como vimos, os discípulos estavam restringidos a pregação do evangelho exclusivamente aos judeus. Entretanto, veio a grande perseguição aos cristãos primitivos, compungindo-os a pregar a Cristo por todos os lugares em sua fuga ou exílio (At 8.4; 11.20).
CONCLUSÃO
O primeiro missionário foi o próprio Deus, depois fez papel de enviador (Jo 3.16), dando Seu Filho como missionário, e de sua única Igreja quer fazer missionária. Em Is 6.8 há um apelo a todos os cristãos “a quem enviarei, e quem irá por nós?”. Se você não pode ir, faça com que Deus envie um substituto. Se você não é um enviado, seja um enviador. Se você não vai, contribua para que outros vão. Você pode fazer missões indo, contribuindo, orando. A Igreja que não faz missões não deveria ser chamada Igreja, pois a missão da Igreja é fazer missões. AMÉM!
Missiologia é o estudo da obra missionária ordenada por Jesus aos seus discípulos, no sentido nacional e transcultural (Mc. 16.15, Mt. 28.19, At. 1.8). O estudo de Missiologia é de fundamental importância, por se tratar de tarefa suprema da Igreja que é a Evangelização dos povos. Durante muitos anos ouvimos desta conhecida frase: “Missões está no coração de Deus”. Disto nós sabemos que o interesse de Deus sempre foi, e sempre será, alcançar todos os povos, raças, nações e tribos de todas as línguas. Porém, nestes últimos dias, Deus está interessado em saber se missões está também no nosso coração. O ponto fundamental da Missiologia é definir as estratégias e parâmetros da grande comissão dada pôr Jesus, tais como uma agência missionária: quem envia e quem é enviado, os maiores obstáculos das missões modernas e contemporâneas, o alcance dos povos não alcançados, a evangelização de todos os povos. Deus fez o papel do primeiro missionário quando desceu até o Jardim do Éden e proclamou o evangelho aos países e toda raça humana, escondida nos lombos de Adão. Depois disso Deus fez papel de enviado, quando completou a missão que o Pai lhe confiou. O Espírito Santo é o Agente das Missões contemporâneas. Concluindo esta introdução, aprendemos que a Trindade formou o primeiro Conselho Missionário.
I – O que é missão?
A palavra missão vem da expressão latina missione, que se originou por sua vez do verbo mittere, que significa ação, tarefa, ordem, mandato, compromisso, incumbência, encargo ou obrigação de enviar missionários. No grego corresponde a palavra apostolé que, em português, é apóstolo e significa “alguém enviado por ordem de outrem para realizar uma tarefa”. Ora, alguém enviado para realizar algo (missão-tarefa) no intuito de atingir um alvo específico (missão-objetivo).
A Grande Comissão apresenta a evangelização mundial como a missão da Igreja. Mas será que a evangelização é a única missão da Igreja? Ou será que evangelizar é o alvo final de Deus? Claro que não! Tudo que Deus fez, fez para Sua glória. A esta tarefa de fazer discípulos pelo mundo afora chamamos de missões, devido a pluralidade da tarefa. Não encontramos este termo na Bíblia, mas deparamo-nos com um verbo correspondente: “enviar” (Gn 12.1; 45.5; Ex 3.10-15; Jz 6.14; Is 6.8; Jr 26.12; Ml 3.1; Mt 10.16,40; 28.18-20; Mc 3.14; 16.15; Lc 9.1,2; 10.1; 24.44-49; Jo 17.3-21; 20.21; At 1.8; 13.4; Rm 3.15; 1 Co 1.17; etc). Enviar significa mandar alguém ou alguma coisa; fazer seguir por determinada via. Isto é, Deus manda ou faz seguir sua mensagem de salvação a um destino – o mundo – através de uma determinada via – seus discípulos.
A tarefa de salvar o mundo não pode ser desassociada do enviar homens e mulheres cheio do Espírito Santo para alcançar o mundo sem Deus, sem paz e sem salvação. Porque não há como salvar o mundo sem que haja alguém enviado para pregar e apontar-lhe o caminho.
II - A Suprema Tarefa da Igreja
A suprema tarefa da Igreja é a evangelização do mundo. Quando Deus amou, amou o mundo. Quando deu seu Filho, deu pelo mundo. Quando Jesus Cristo morreu, morreu pelo mundo. A visão divina é uma visão mundial. Essa é a visão que Ele quer que tenhamos.
Mas quantos e quantos de nós não tem uma perspectiva localizada! Vemos apenas a nossa comunidade, nossa cidade, nosso país, e jamais enxergamos além desses limites. Existem cristãos que se interessam apenas por suas próprias Igrejas e não têm interesse pelo que os outros estão fazendo. Porém há outros dotados de uma visão maior. Vêem com olhos missionários cidades inteiras, estados e países que precisam ser evangelizados. Vêem o mundo em sua inteireza. Contemplam a Europa, a Ásia, a África, a América do Sul e as ilhas dos oceanos. São dotados de uma visão de Deus, pois esta é a visão que ele quer que tenhamos, uma visão de alcance mundial.
Por quê muitos têm uma visão local? E não uma visão mundial? Por quê pensamos apenas em nós mesmos, e não nos preocupamos com vidas de outras raças, culturas e países que não são os nossos? Será por sermos tão míopes que não temos uma visão de âmbito mundial?
Será que pensamos que somos um povo mais importantes do que qualquer dos demais povos do mundo? Se a evangelização do mundo é a tarefa mais importante da Igreja, então devemos investir a maior parte de nossos recursos nesse departamento mais importante. Doutra forma, não estaremos dando prioridade as missões, nem estaremos crendo que a evangelização do mundo é a suprema tarefa da Igreja. “Uma Igreja que não faz missões, não pode ser chamada de Igreja, pois a missão da Igreja é fazer missões”.
A missão da Igreja é a ação de sair de suas quatro paredes, de sua cultura, de seu povo, de sua língua e de seus costumes para anunciar aqueles que estão perdidos. E anunciar a Cristo que salva o pecador arrependido.
III – Deus o primeiro Missionário
Toda a criação de Deus é importante. Porém Deus escolheu o homem de um modo especial, formando a sua imagem e semelhança ( Gn 1.26-28)
Deus criou os seres Angelicais, graus distintos de responsabilidade e autoridade. Deus deu a um Querubim uma grande formosura e sabedoria esplêndida ( Ez 28.12-17). Lúcifer atuava como primeiro ministro de Deus, tinha grande poder e perfeita formosura e esplendida sabedoria, mas também tinha livre arbítrio.
Lúcifer ficou tão deslumbrado com o poder e formosura que Deus lhe deu, que desejou “ ser semelhante ao Altíssimo” ( Is 14.14). E com isso encabeçou uma rebelião jamais vista em toda história, com o propósito de estabelecer “um reino espúrio, juntamente com os anjos que lhe acompanhou nesta rebelião” ( Ap 12.47-49).
Devido esta rebelião, Lúcifer, agora chamado Satanás, recebeu o juízo de Deus e a expulsão dos céus. Tempos depois, Deus fez outra criação, a qual também recebeu livre arbítrio: “o homem”.
Ao criar o homem, Deus mostrou o seu cuidado especial, colocando o homem no Jardim da delícias, para a sua nova criação habitar. Satanás com ciúmes, partiu para atacar e perturbar o homem afim de afasta-lo da presença do Todo – Poderoso.
O homem tendo caído, em pecado, distanciou-se de Deus, perdendo a comunhão e a salvação de seu Criador. Porem Deus não desistiu da sua criação, e deu novas oportunidades através das dispensações. Vejamos:
AS SETE DISPENSAÇÕES
DISPENSAÇÕES DURAÇÃO
Inocência ( ou Edêmica) Criação à queda
Consciência (ou Antediluviana) Queda ao dilúvio
Governo humano (ou Pós-diluviana) Dilúvio à chamada de Abraão
Promessa ( ou Patriarcal) Chamada de Abraão à saída do Egito
Lei ( ou Legal) Monte Sinai ao Monte Calvário
Graça ( Igreja ou do Espírito Santo) Monte Calvário ao arrebatamento
Milênio (ou Governo Divino) Segunda vinda ao trono branco
Cada dispensação, mostra-nos, o plano de Deus para a salvação do homem, foram oportunidades dada para que a criatura venha a reconciliar-se com o Criador.
IV – Jesus – O missionário enviado pôr Deus
Em João 3.16, encontramos o plano de Deus se concretizando, ao enviar o seu Único Filho ao mundo, para construir a mais linda história, da redenção numa inexplicável expressão de amor, a ponto do apóstolo do amor, que sabe tão bem descrever a cena apoteótica do Amor de Deus, usar a expressão “ de tal maneira”, como uma forma incompreensível para sintetizar a profundidade do Amor de Deus ao mundo, Amor de Deus ultrapassa as fronteiras culturais, raciais e lingüisticas. O amor de Deus não se restringe a uma raça, nação ou grupo cultural. Ele ama a todos os povos. Deus deseja que todos os homens se arrependam e sejam salvos, mediante a obra realizada por Cristo.
Jesus deu ao mundo o direito de salvação, através de sua vida, morte e ressurreição; “para que todo aquele que Nele crê, não pereça mais tenha a vida eterna”. Após a ressurreição de Jesus, Ele teve uma prioridade para ensinar os seus discípulos: “ Ide por todo o mundo, e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16.15) ; “Ide, fazei discípulos de todas as nações” ( Mt 28.19);“ Ser-me-eis testemunhas tanto em...como...e até os confins da terra” ( At 1.8).
Estas três passagens bíblicas já é o suficiente para descrever qual a prioridade número um, do Senhor Jesus Cristo. “A evangelização do mundo”. Mesmo antes da ressurreição do Senhor Jesus Cristo, havia dito as nações, e depois é que virá o fim. (Mt 24.14). Já naqueles dias o Senhor Jesus Cristo, via tanto a necessidade e a urgência da obra missionária, que numa determinada ocasião, ao olhar para a Seara, faltava quatro meses para a Ceifa, entretanto Ele já via os campos brancos para a Ceifa. ( Jo 4.35).
V – O Espírito Santo – O Propagador de missões
O livro de Atos dos Apóstolos, nos descreve grandes feitos realizado no início do cristianismo em Jerusalém por intermédio dos apóstolos. Porém nós sabemos que nada seria feito se não fosse ordenado por nosso Senhor Jesus, antes de sua ascensão ao céu. “Mas recebereis poder ao descer sobre vós, o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda Judéia, Samaria e até os confins da terra” (At 1.8). Quando no dia de Pentecostes todos os discípulos foram cheios do Espírito Santo e o mundo daquela época foi alcançado pela pregação do Evangelho: isso se deve ao grande propagador de missões; o Espírito Santo, maior incentivador da obra missionária. É ele quem impulsiona, encoraja e chama homens e mulheres para realizar a obra missionária. Ao observarmos o capítulo 13 de Atos dos Apóstolos, quando a Igreja de Antioquia estava reunida “disse o Espírito Santo: separa-me a Barnabé e Saulo para a obra que eu os tenho chamado” (At 13.1-3). O Espírito Santo tanto chama homens para fazer a sua vontade como também convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Esta é a grande missão do Espírito Santo.
VI – A Missão no Novo Testamento
O Novo Testamento apresenta a pessoa de Jesus como Salvador do mundo. Do início ao fim do Novo Testamento encontramos o propósito de missão. Os Evangelhos anunciam a chegada definitiva do Reino dos Céus, os Apóstolos anunciam o Reino de Deus e as Epístolas são usadas como instrumentos reais e autênticos do trabalho missionário dos Apóstolos às Igrejas recém-plantadas.
1. A Grande Comissão
No Novo Testamento, encontramos três ordens imperativas do Senhor Jesus: 1) Vinde; 2) Ide; 3) Ficai. No Evangelho segundo escreveu São Mateus 28.19-20, encontramos o registro da Grande Comissão separada por Jesus aos seus discípulos. E dois aspectos podem ser destacados nesta Grande Comissão:
PRIMEIRO: uma ordem – “IDE, fazei discípulos em todas as nações”. Este IDE, ordenado pela pessoa de Jesus, é uma confirmação de Marcos 16.15, onde diz: “Ide, pregai o Evangelho a toda criatura”. Jesus, após ressuscitar, disse: “Foi me dado todo poder nos céus e na terra” (Mt 28.18). Por isso, Ele não pediu aos seus discípulos para evangelizar, mas ordenou.
SEGUNDO: uma promessa – “e eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”. Ao mesmo tempo em que Jesus deu uma ordem Ele nos consolou dizendo que estaria conosco na execução desta grande comissão. Portanto para realizar a obra missionária temos um apoio direto do Dono da Obra. Não estamos sozinhos nesta missão, vamos realizar de forma urgente a missão que o Senhor nos confiou.
2. A Igreja Primitiva cumpriu a Grande Comissão?
No livro de Atos encontramos a explicação para a pergunta feita acima. Milhões de cristãos julgam que o livro de Atos dos Apóstolos, de Lucas, registra a obediência dos 12 Apóstolos a Grande Comissão. Mas na verdade relata a relutância dos mesmos ao obedecê-la. É do nosso conhecimento que os judeus sempre foram exclusivistas, e este foi um dos grandes obstáculos para a realização da Grande Comissão. Parece que os Apóstolos não entenderam a ordem dada por Jesus a eles. Você percebe isso quando Cornélio mandou mensageiros buscar a Pedro, se fosse antes a advertência que o Senhor havia dado a Pedro através daquela visão do lençol (At 10.9-16), ele não teria aceitado ir anunciar o evangelho pela primeira vez aos gentios.
O Espírito de Deus advertiu a Pedro dizendo: “levanta-te, pois, e desce e vai com eles nada duvidando, porque Eu os enviei” (At 10.19). Quando chega ao conhecimento dos Apóstolos e crentes da Judéia que Pedro pregou aos gentios, eles, o criticam por esta atitude. Pergunta-se, será que haviam esquecido quando Jesus disse “até os confins da terra”?
3. Panorama missionário do livro de Atos dos Apóstolos
Veja o envolvimento da Igreja Primitiva na obra missionária no início do cristianismo:
ATOS 01 - Traça o perfil geográfico da obra missionária, começando em Jerusalém até os confins da terra.
ATOS 02 - No qüinquagésimo dia após a festa da Páscoa (na Festa de Pentecostes) o Espírito Santo envolve os primeiros quase 120 membros da Igreja local fundada por Cristo, onde houve uma conversão de quase três mil almas.
ATOS 03 - A Igreja já tinha mais de três mil membros.
ATOS 04 - A Igreja já tinha cerca de cinco mil membros, o que começa a assustar as autoridades da época.
ATOS 05 - Toda Judéia é evangelizada, cumprindo assim sua primeira meta.
ATOS 07 - Estevão é separado para diácono e se torna um evangelista e prega com ousadia perante o Sinédrio em seguida torna-se o primeiro mártir do cristianismo “morrendo apedrejado”.
ATOS 08 - A Igreja cumpre a segunda meta, evangelizando toda Samaria através do diácono Felipe que foi separado por Deus como evangelista.
ATOS 09 - A conversão do apóstolo Paulo, o qual beneficiou o cristianismo tornando-o o maior apóstolo missionário de toda história
ATOS 10 - Pedro recebe visão divina de missões transculturais e em obediência prega aos gentios e na casa de Cornélio.
ATOS 11 - O evangelho cresce entre os gentios e os discípulos de Jesus são chamados pela primeira vez cristãos.
ATOS 12 - O crescimento da igreja incomoda as autoridades e Herodes Agripa I, neto de Herodes, o Grande, manda matar Tiago, o primeiro dos apóstolos a ser morto e Pedro vai a prisão onde Deus o libertou milagrosamente.
ATOS 13 - A Igreja de Antioquia torna-se a primeira Igreja gentílica com visão de missões transculturais e envia a Paulo e Barnabé para realizar missões transculturais.
ATOS 14 - Observamos o resultado da primeira Viagem Missionária nas províncias da Galácia realizado por Paulo e Barnabé.
ATOS 15 - É realizado o primeiro concílio em Jerusalém pelos apóstolos.
ATOS 16 - A Igreja atinge a terceira meta evangelizando toda Judéia e Ásia e com a visão transcultural de Paulo o evangelho chega a Trôade e a Europa, onde Lídia se converte ao Senhor através de Paulo.
ATOS 17 - Paulo e Silas fundam duas igrejas: uma em Tessalônica e outra em Béreia e depois para Atenas.
ATOS 18 - O Apóstolo Paulo funda uma igreja em Corinto e conclui a Segunda Viagem missionária e inicia a terceira.
ATOS 19 - Paulo chega em Éfeso onde permanece por dois anos.
ATOS 20 - Mais uma vez Paulo passa a Macedônia e Grécia.
ATOS 22 - Paulo dá testemunho de sua conversão no caminho de Damasco e afirma ser chamado por Deus para fazer missões entre gentios.
ATOS 23 - O perseguido é perseguido.
ATOS 24 - Paulo prega perante o Sinédrio diante do governador Félix.
ATOS 25 - O apóstolo Paulo realiza missões perante as autoridade e evangeliza o governador Festo, sucessor de Félix.
ATOS 26 - Deus cumpre na vida de Paulo o que disse através da boca de Ananias no ato de sua conversão, sendo usado aos gentios, os reis e aos filhos de Israel (At 9.15).
ATOS 27 - Paulo, em uma viagem de navio, ganha 276 almas e chega a ilha de Malta onde ganha indígenas para Jesus.
ATOS 28 - Paulo chega a Roma, capital do Império, prega o evangelho às autoridades e dali por diante o evangelho alcança todo império até os confins da terra. A quarta meta geográfica é realizada pela igreja primitiva.
VII – MISSÕES E OS PRIMEIROS CRISTÃOS
Antes de Cristo, ascender aos céus, enviou seus discípulos a anunciar o Evangelho a todos os povos. Para isso tinham que ser capacitados, pois a obra era muito grande (Lc 9.1; 24.49; At 1.8; 15.18,19). Após a vinda do Espírito Santo (Lc 24.49; At 2.1-13), os discípulos iniciaram seus ministérios pregando a todos quanto desejassem ouvi-los, atendendo a ordem do Mestre de anunciar as boas-novas a toda criatura (Mc 16.20).
A ação do Espírito Santo sobre os discípulos levou-os a pregar o evangelho com ousadia, sinais e maravilhas. Milhares de almas se convertiam, engrossando as fileiras dos primeiros cristãos. Mas alguns crentes, por causa de seus preconceitos raciais e religiosos, limitavam-se a pregar aos judeus, contrariando a ordem universal de Cristo a sua Igreja. Houve, porém, um homem cheio do Espírito Santo por nome de Filipe, que deu um passo decisivo, abrindo oportunidade para que os gentios pudessem alcançar tão gloriosa salvação.
1. Filipe
Filipe foi o primeiro missionário transcultural da Igreja primitiva. Ele recebe sua chamada, através de um anjo que o envia para a estrada de Gaza (antiga região dos filisteus), onde encontra um eunuco, auto oficial da rainha dos etíopes. Depois de lhe ter anunciado o evangelho, batiza-o nas águas (At 8.26-39). Em seguida, Filipe, ainda sob a ação do Espírito de Deus, passa além e evangeliza várias cidades, de Azoto até Cesaréia. Seu ministério é seguido de perto pelo apóstolo Pedro que, ao saber das conversões, começa a dar assistência aos trabalhos já fundados (At 8).
2. Pedro
Pedro deixa bem claro que sua mensagem é dirigida a todos, independentemente de sua nacionalidade: “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é agradável aquele que teme e faz o que é justo” (At 10.34,35). Depois da descida do Espírito Santo na casa de Cornélio, afirmou o apóstolo: “Portanto, se Deus lhe deu o mesmo Dom que a nós, quando cremos no Senhor Jesus Cristo, quem era, então eu, para que pudesse resistir a Deus? E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus dizendo: na verdade, até os gentios Deus deu o arrependimento para a vida” (At 11.17,18).
Nota-se que, por causa da conversão dos gentios, houve discordância entre os apóstolos. Mas o testemunho da conversão de Cornélio apaziguou de imediato os ânimos. Por isso na Segunda Carta de Pedro, diz que o Senhor não retarda a sua promessa, sendo antes longânimo, “não querendo que alguns (homens) se percam, sendo que todos venham a arrepender-se” (2 Pe 3.9).
3. João
João ensina que Cristo é “a propiciação pelos pecados do mundo inteiro” (1 Jo 2.2). É o enviado do Pai como “o Salvador do mundo” (1 Jo 4.14), que “jaz no maligno” (1 Jo 5.19). Na visão de João na ilha de Patmos, o apóstolo vê o Cordeiro (Cristo) andando entre as igrejas da Ásia (Ap 1-3) – cidades gentias. No evangelho que leva o seu nome, João usa a palavra cosmos “que significa mundo”, “universo” – mais de cinqüenta vezes (Jo 1.29; 3.16,17; 4.42; 8.12; 9.5; 12.47; 17.21; etc.).
4. Tiago
A conversão dos gentios causa grande impacto e discórdia entre os apóstolos resultando numa reunião para a discussão do assunto – o Concílio de Jerusalém. Neste Concílio, Tiago expressa favoravelmente a extensão do evangelho aos gentios diante das evidências apresentadas e exorta os demais apóstolos a “não perturbarem aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus” (At 15.13-21). Mais tarde o apóstolo diz em sua epístola, que Deus não faz acepção de pessoas (Tg 2.1).
5. Mateus
Mateus endereça o seu evangelho aos judeus e cita referências que Isaías faz a Jesus: “Eis o meu servo que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz; porei sobre ele o meu Espírito, e anunciará aos gentios o juízo. Não contenderá, nem clamará, nem alguém ouvirá pelas ruas a sua voz. Não esmagará a cana quebrada, não apagará o morrão que fumega, até que faça triunfar o juízo. E, no seu nome, os gentios esperarão” (Mt 12.18-21).
Como se vê em Mateus, ele relata a vinda dos magos, que eram gentios, para visitar a Jesus recém nascido (2.1-12); conta que Jesus teve que utilizar-se de uma nação gentia para refugiar da perseguição de Herodes, onde ficou até a morte deste, dando cumprimento a profecia de Oséias 11.1: “Do Egito chamei a meu filho” (2.13-23). Relata as palavras de Jesus que se referem a conversão dos gentios e que estes adorarão e sentar-se-ão a mesa com os patriarcas de Israel (8.5-13).
O Evangelho de Mateus registra os ensinos de Jesus na parábola do joio, em que diz “...o campo é o mundo” (13.36-43); narra a cura da filha de uma cananéia que vivia na região sírio-fenícia (15.21-28). Mateus é o único evangelista relator das palavras de Jesus acerca da Igreja (16.17-20). Na parábola da vinha, o evangelista realça as palavras do Mestre, demonstrando a determinação de Deus em passar o seu reino para outros trabalhadores (21.33-46).
6. Paulo
Paulo considera-se o abortivo (1 Co 15.8) para desempenhar seu ministério entre os gentios, sendo considerado apóstolo deles. É o que o Senhor fala a Ananias: “O Senhor disse-lhe, porém: vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel” (At 9.15).
Paulo diz a Timóteo que foi “constituído pregador e apóstolo... e doutor dos gentios, na fé e na verdade” (1 Tm 2.7).
No Concílio de Jerusalém, Paulo e Barnabé relatam como os desígnios de Deus são universais: alcançam igualmente judeus e gentios (At 15.12). Em suas mensagens, Paulo esforça-se por mostrar esta universalidade: “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida” (Rm 5.18).
Em Atos dos Apóstolos, vemos que, através do ministério de Paulo e seus companheiros, a Igreja estendeu-se a todos os povos, culturas e nações conhecidos naquela época.
7. Barnabé
Barnabé foi enviado pelos apóstolos a Antioquia para pastorear os que se converteram através da pregação dos irmãos dispersos de Jerusalém pela perseguição. Barnabé foi o primeiro a acreditar na conversão de Paulo. Chegando a Antioquia, percebeu que não podia pastorear sozinho tão grande multidão, por isso foi a Tarso buscar a Paulo para auxilia-lo (At 11.19-26).
Passado algum tempo, a comunidade cristã de Antioquia envia Barnabé e Paulo, pelo poder do Espírito, para o campo missionário. E assim, Antioquia transformou-se na primeira igreja missionária gentia (At 13.1-4).
8. Lucas
Lucas, o único escritor bíblico não judeu, apresenta cristo aos gregos como o Filho do Homem (Lc 19.10) – o Salvador universal de todos os perdidos. Ele acompanha o apóstolo Paulo em muitas de suas viagens missionárias, até em suas prisões (2 Tm 4.11; Cl 4.14).
Lucas também é o escritor de Atos, e dedica sua obra a um cristão grego chamado Teófilo, para colocá-lo do sucedido com Jesus e com a propagação do evangelho (Lc 1.3; At 1.1). Ele mostra a universalidade do evangelho nos seus dois escritos. Por exemplo: quando Jesus foi apresentado no templo, Lucas relata as palavras de Simeão: “...pois já os meus olhos viram a tua salvação...” (Lc 2.30-32). Lucas apresenta a genealogia completa de Jesus até Adão – pai de toda raça humana (Lc 3.23-38). Em Atos, Lucas mostra todo o percursor da propagação do evangelho nos primeiros anos da Igreja. Em alguns desses percursos, o próprio escritor estava presente.
9. Marcos
Marcos destina seu relato sobre a vida e obra de Jesus aos romanos, apresentando-o como servo obediente (Mc 10.45).
Primo de Barnabé (Cl 4.10), Marcos acompanha-o na primeira viagem missionária de Paulo, mas acaba voltando de Perge da Panfília para Jerusalém antes de haver concluído a viagem (At 13.13). Posteriormente, segue com Barnabé para Chipre, pois Paulo não o quis levar em sua segunda viagem missionária. Todavia, acabou por ministrar para Paulo em sua prisão em Roma (2 Tm 4.11; Fm 24), sendo ainda companheiro de Pedro (1 Pe 5.13).
10. A Igreja Primitiva
A Igreja tem sido o instrumento de Deus para a propagação mundial do evangelho. Tal como Deus formou Israel e no Antigo Testamento o constituiu como seu representante, assim formou a Igreja para concluir a tarefa iniciada pelos hebreus. A Igreja Primitiva, por conseguinte, estava ciente desta visão missionária e universal de Deus.
Como vimos, os discípulos estavam restringidos a pregação do evangelho exclusivamente aos judeus. Entretanto, veio a grande perseguição aos cristãos primitivos, compungindo-os a pregar a Cristo por todos os lugares em sua fuga ou exílio (At 8.4; 11.20).
CONCLUSÃO
O primeiro missionário foi o próprio Deus, depois fez papel de enviador (Jo 3.16), dando Seu Filho como missionário, e de sua única Igreja quer fazer missionária. Em Is 6.8 há um apelo a todos os cristãos “a quem enviarei, e quem irá por nós?”. Se você não pode ir, faça com que Deus envie um substituto. Se você não é um enviado, seja um enviador. Se você não vai, contribua para que outros vão. Você pode fazer missões indo, contribuindo, orando. A Igreja que não faz missões não deveria ser chamada Igreja, pois a missão da Igreja é fazer missões. AMÉM!
terça-feira, 14 de abril de 2009
O SEXO PARA O CRISTÃO
SEXO
O sexo não é pecaminoso, nem sujo e nem repugnante, desde que dentro dos limites cristãos, e no seu devido tempo (o casamento).
A Bíblia ensina que os desejos e impulsos sexuais são criados por Deus. Por isso quero que fique gravado em sua mente: “os impulsos sexuais são presentes de Deus”. O sexo não é um inimigo do ser humano, e sim seu aliado, o sexo é belo sempre que praticado dentro do plano de Deus.
Há muitos casais cristãos que ainda não aprenderam o que a Bíblia realmente diz acerca do sexo, de como desfrutar plenamente o que Deus planejou para o casal. O ato sexual já existia antes do pecado entrar no mundo, isto porque Deus instituiu o casamento antes ad queda, (Gn 2). A sexualidade já esta no ser humano por ser soberana vontade de Deus, por isso o sexo, pela ótica bíblica é Santo puro e lícito.
O sexo é a parte fisiológica e a sexualidade é a parte psíquica. De modo mais amplo, “a sexualidade é a dimensão da nossa personalidade ativa pelo sexo”. A idéia que Deus criou os órgãos sexuais para nosso prazer, parece surpreender algumas pessoas. É bom então lembrar que:”Deus criou todas as partes do corpo humano. E não criou algumas boas e outras más; ele criou todas boas, pois quando terminou a obra da criação, viu que era tudo muito bom (Gn 1.31).
“Outra vez lembramos que isso ocorreu antes do pecado”
O coito no casamento é honroso e sem mácula.
A palavra usada em Hebreus 13.4 vem do Grego “Koite”, que significa: “coabitar, implantar espermatozóide masculino”. O vocábulo Koite deriva de Keimai, que significa Deitar, e que é relativo a Koimao, que significa “Fazer dormir’. Embora a palavra “coito” derive do latim “coitu” o termo Grego “Koite” tem o mesmo significado: a união que o casal realiza na cama;
coabitar. Baseados neste significado da palavra, poderíamos traduzir que: “o coito no casamento é honroso e sem mácula”. O casal que pratica o coito, está fazendo uso do privilégio, dado por Deus, para expressarem seu amor.
O Sexo No Casamento
1 – O sexo no casamento é inteiramente lícito.
(Gn 4.1; 2.24; Mt 19.6; Mc 10.7-10; Hb 13.4; 1Ts 4.3-7; 1Co 7.1-5)
2 – O sexo no casamento é criativo (procriação).
(Gn 1.28)
3 – O sexo no casamento é um meio de comunicação entre o casal.
(Gn 2.24; 4.1)
4 – O sexo no casamento é para o prazer conjugal.
(Pv 5.1-23)
5 – O sexo no casamento é uma experiência de dar.
(1Co 7.1-5)
O Ensino Do Novo Testamento Sobre A Vida Conjugal
Texto 1 Coríntios 7. 2-5
O homem deve dar à sua esposa tudo quanto é de direito dela como mulher casada, e a esposa deve fazer o mesmo com o seu marido.
Pois uma moça que se casa não tem mais o direito sobre o seu próprio corpo, porque o marido tem também direito sobre ele; e do mesmo modo o marido não tem mais todo o direito sobre o próprio corpo, pois ele pertence também à sua esposa.
Portanto, não recusem tais direitos um ao outro. A única exceção a essa regra seria o acordo entre marido e mulher parar se absterem de direitos do casamento por tempo limitado a fim de que possam dedicar-se mais completamente a oração. Depois disso eles devem unir-se novamente, para que satanás não possa tentá-los por causa da sua falta de controle próprio.
1 – Tanto o marido como a esposa, possuem necessidades de ordem sexual, que devem ser satisfeitas no matrimônio.
2 – Quando uma pessoa se casa, ela perde, para o cônjuge, o direito ao domínio sobre os eu corpo.
3 – Ambos são proibidos de se recusarem a satisfazer as necessidades sexuais do cônjuge.
4 – O ato sexual é aprovado por Deus.
Diferenças Entre Homem E Mulher
1 – O homem é excitado pelo que vê e toca.
A mulher é mais pelo o que ouve e sente.
2 – O homem é um ser basicamente lógico.
A mulher é um ser basicamente emotivo.
3 – O homem é mais precipitado.
A mulher é mais cautelosa.
O Que O Sexo Significa Para O Homem
1 – Satisfaz Seu Instinto Sexual
“Uma vida sexual equilibrada influência na comunhão do lar, personalidade, trabalho e produz incentivo em quase todos os aspectos de sua vida. A mulher inteligente coopera com seu marido. Ao invés de opor-se a ele”
2 – Satisfaz Seu Senso De Masculinidade
“O homem geralmente possui um ego mais forte do que a mulher. Se ele não for realizado sexualmente. Sentir-se como um nada. Um homem que é realizado sexualmente, sente auto-confiança em outros aspectos da vida”.
3 – Aumenta Seu Amor Pela Esposa
O impulso sexual do homem só pode ser satisfeito pela ejaculação. Isso só é conseguido por quatro meios:
A – Relação sexual.
B – Masturbação.
C – Polução noturna (sonho molhado).
D – Homossexualismo.
A relação sexual é sem dúvida o mais satisfatório, por isso o sexo entre marido e esposa, gera mais amor, pois é um ato sem pecado.
4 – Reduz Tenções Do Lar
“Um homem sexualmente satisfeito, geralmente é um homem contente. Muitas das inexplicáveis irritações podem ser creditadas a um impulso sexual não satisfeito”.
O QUE O SEXO SIGNIFICA PARA MULHER
1 – Satisfaz Seu Senso De Feminilidade
“Se a mulher se considera um fracasso no ato sexual, ela terá dificuldades para aceitar a sua total feminilidade”.
2 – Assegura-lhe Do Amor Do Marido
A – Amor – Companheirismo.
B – Amor – Compassivo.
C – Amor – Romântico.
D – Amor – carinhoso.
E – amor – Passional (com paixão).
3 – Satisfaz Seu Instinto Sexual
“Não é pelo fato da mulher não possuir um impulso sexual tão forte como o do homem, que ela não tenha prazer no ato. As pesquisas revelam que quase todas as mulheres são mais passionais antes, durante e logo após o período da fertilidade”.
4 – Proporciona-lhe Relaxamento Do Sistema Nervoso
“Os órgãos reprodutores da mulher estão intimamente relacionados com o sistema nervoso. Por isso uma mulher frígida ou insatisfeita sexualmente, tem uma tendência de ser nervosa”.
AOS HOMENS
1 – Aprenda tudo que puder, sobre a arte de fazer amor.
a – A mulher é excitada pelo que ela ouve ou sente.
b – Estude o assunto, quanto mais aprender melhor.
2 – Pratique o autocontrole.
3 – Concentre-se em satisfazer a esposa.
4 – Lembre-se do que é que excita a mulher.
5 – Cuidado com os maus odores.
6 – Não apresse o ato amoroso.
7 – Conversem abertamente.
8 – Ame sua esposa como uma pessoa e não um objeto.
9 – Respeite-a como serva de Deus.
AS MULHERES
1 – Mantenha Uma Atitude Mental Positiva.
a – O que você pensa do sexo?
“O sexo é impuro? O sexo é mal? Ou você pensa que o sexo é apenas para o prazer do homem?”
b – O que você pensa de si mesma?
“A auto-rejeição, o complexo de inferioridade, tem sido a causa de muito desajuste sexual. A capacidade para um bom relacionamento sexual não está nos órgãos genitais e sim no fator psicológico”.
c – O que você pensa do marido?
“As frustrações do passado, os traumas de infância, podem ser sérios gigantes a serem enfrentados. Muitas mulheres que já foram traídas ou violentadas, perderam o prazer pelo sexo. A prática desse relacionamento lhe é pura obrigação, mas não é isso que Deus quer para nossa vida conjugal”.
2 – Supere Sua Inibição
“O pudor é uma admirável virtude para a mulher, mas não será bem vindo no quadro, na hora do coito. A Bíblia afirma que Adão e Eva, no estado de inocência, estavam nus, e não se envergonhavam (Gn 2.25). Isso significa que apesar de estarem nus, eles não estavam inibidos”.
3 – Observe Sua Inibição
“Toda mulher deve ser extremamente cautelosa com os odores corporais, tendo em vista que algumas mulheres exalam forte o mau cheiro do muco vaginal, caso não se banhe regularmente; outras podem tornar-se imune aos odores de seu corpo”.
4 – Conversem livremente entre si, sobre o relacionamento sexual
“Um dos maiores enganos da mulher é pensar que o marido sabe tudo sobre sexo”.
a – Após um atrito conjugal, não é o melhor momento para um relacionamento sexual.
b – O sexo não começa na cama na hora de dormir, e sim pela manhã, quando o cônjuge, expressa o seu carinho, realizando carícias, um gesto pode ser a fonte que gera apetite sexual”.
c – Tome iniciativas.
CAUSAS DOS PROBLEMAS SEXUAIS NO CASAMENTO
1 – Má informação.
2 – a fadiga, a presa e a falta de tempo.
3 – A falta de liberdade do casal (filhos no mesmo quarto do casal).
4 – Atividades sexuais monótonas, falta de novidades.
5 – Bloqueio psicológicos.
Abstinência Do Ato Conjugal
1 – Por consentimento mútuo (comum acordo).
2 – Por tempo determinado pelo casal.
3 – Para oração.
4 – Por doença.
Alguns Conselhos Para Os Que Desejam Melhorar
1 – Nunca seja egoísta (1Co 7.5; 1Tm 4.3).
2 – Elimine os complexos através da oração e compreensão.
3 – Lembre-se a canseira pode ser a causa do fracasso.
4 – Desenvolva uma comunicação franca nesta área.
5 – Procure não praticar o ato com tensão de um problema.
6 – Reserve tempo para o exercício.
7 – A privacidade do casal é de fundamental importância.
8 – O asseio é uma necessidade de todos.
9 – A preocupação com uma possível gravidez, pode ser a causa de frigidez.
10 – Nunca tenha o sexo como obrigação, todo o relacionamento deve ser voluntário.
11 – Cuidado com a contaminação do leito, que deve ser sem mácula.
12 – Cuidado com as relações pornográficas (Rm 1.26,27).
CONCLUSÃO:
O ato sexual é sem duvida alguma uma arte, onde o amor o prazer, são desfrutados como presentes de Deus para suas criaturas.
O sexo não é pecaminoso, nem sujo e nem repugnante, desde que dentro dos limites cristãos, e no seu devido tempo (o casamento).
A Bíblia ensina que os desejos e impulsos sexuais são criados por Deus. Por isso quero que fique gravado em sua mente: “os impulsos sexuais são presentes de Deus”. O sexo não é um inimigo do ser humano, e sim seu aliado, o sexo é belo sempre que praticado dentro do plano de Deus.
Há muitos casais cristãos que ainda não aprenderam o que a Bíblia realmente diz acerca do sexo, de como desfrutar plenamente o que Deus planejou para o casal. O ato sexual já existia antes do pecado entrar no mundo, isto porque Deus instituiu o casamento antes ad queda, (Gn 2). A sexualidade já esta no ser humano por ser soberana vontade de Deus, por isso o sexo, pela ótica bíblica é Santo puro e lícito.
O sexo é a parte fisiológica e a sexualidade é a parte psíquica. De modo mais amplo, “a sexualidade é a dimensão da nossa personalidade ativa pelo sexo”. A idéia que Deus criou os órgãos sexuais para nosso prazer, parece surpreender algumas pessoas. É bom então lembrar que:”Deus criou todas as partes do corpo humano. E não criou algumas boas e outras más; ele criou todas boas, pois quando terminou a obra da criação, viu que era tudo muito bom (Gn 1.31).
“Outra vez lembramos que isso ocorreu antes do pecado”
O coito no casamento é honroso e sem mácula.
A palavra usada em Hebreus 13.4 vem do Grego “Koite”, que significa: “coabitar, implantar espermatozóide masculino”. O vocábulo Koite deriva de Keimai, que significa Deitar, e que é relativo a Koimao, que significa “Fazer dormir’. Embora a palavra “coito” derive do latim “coitu” o termo Grego “Koite” tem o mesmo significado: a união que o casal realiza na cama;
coabitar. Baseados neste significado da palavra, poderíamos traduzir que: “o coito no casamento é honroso e sem mácula”. O casal que pratica o coito, está fazendo uso do privilégio, dado por Deus, para expressarem seu amor.
O Sexo No Casamento
1 – O sexo no casamento é inteiramente lícito.
(Gn 4.1; 2.24; Mt 19.6; Mc 10.7-10; Hb 13.4; 1Ts 4.3-7; 1Co 7.1-5)
2 – O sexo no casamento é criativo (procriação).
(Gn 1.28)
3 – O sexo no casamento é um meio de comunicação entre o casal.
(Gn 2.24; 4.1)
4 – O sexo no casamento é para o prazer conjugal.
(Pv 5.1-23)
5 – O sexo no casamento é uma experiência de dar.
(1Co 7.1-5)
O Ensino Do Novo Testamento Sobre A Vida Conjugal
Texto 1 Coríntios 7. 2-5
O homem deve dar à sua esposa tudo quanto é de direito dela como mulher casada, e a esposa deve fazer o mesmo com o seu marido.
Pois uma moça que se casa não tem mais o direito sobre o seu próprio corpo, porque o marido tem também direito sobre ele; e do mesmo modo o marido não tem mais todo o direito sobre o próprio corpo, pois ele pertence também à sua esposa.
Portanto, não recusem tais direitos um ao outro. A única exceção a essa regra seria o acordo entre marido e mulher parar se absterem de direitos do casamento por tempo limitado a fim de que possam dedicar-se mais completamente a oração. Depois disso eles devem unir-se novamente, para que satanás não possa tentá-los por causa da sua falta de controle próprio.
1 – Tanto o marido como a esposa, possuem necessidades de ordem sexual, que devem ser satisfeitas no matrimônio.
2 – Quando uma pessoa se casa, ela perde, para o cônjuge, o direito ao domínio sobre os eu corpo.
3 – Ambos são proibidos de se recusarem a satisfazer as necessidades sexuais do cônjuge.
4 – O ato sexual é aprovado por Deus.
Diferenças Entre Homem E Mulher
1 – O homem é excitado pelo que vê e toca.
A mulher é mais pelo o que ouve e sente.
2 – O homem é um ser basicamente lógico.
A mulher é um ser basicamente emotivo.
3 – O homem é mais precipitado.
A mulher é mais cautelosa.
O Que O Sexo Significa Para O Homem
1 – Satisfaz Seu Instinto Sexual
“Uma vida sexual equilibrada influência na comunhão do lar, personalidade, trabalho e produz incentivo em quase todos os aspectos de sua vida. A mulher inteligente coopera com seu marido. Ao invés de opor-se a ele”
2 – Satisfaz Seu Senso De Masculinidade
“O homem geralmente possui um ego mais forte do que a mulher. Se ele não for realizado sexualmente. Sentir-se como um nada. Um homem que é realizado sexualmente, sente auto-confiança em outros aspectos da vida”.
3 – Aumenta Seu Amor Pela Esposa
O impulso sexual do homem só pode ser satisfeito pela ejaculação. Isso só é conseguido por quatro meios:
A – Relação sexual.
B – Masturbação.
C – Polução noturna (sonho molhado).
D – Homossexualismo.
A relação sexual é sem dúvida o mais satisfatório, por isso o sexo entre marido e esposa, gera mais amor, pois é um ato sem pecado.
4 – Reduz Tenções Do Lar
“Um homem sexualmente satisfeito, geralmente é um homem contente. Muitas das inexplicáveis irritações podem ser creditadas a um impulso sexual não satisfeito”.
O QUE O SEXO SIGNIFICA PARA MULHER
1 – Satisfaz Seu Senso De Feminilidade
“Se a mulher se considera um fracasso no ato sexual, ela terá dificuldades para aceitar a sua total feminilidade”.
2 – Assegura-lhe Do Amor Do Marido
A – Amor – Companheirismo.
B – Amor – Compassivo.
C – Amor – Romântico.
D – Amor – carinhoso.
E – amor – Passional (com paixão).
3 – Satisfaz Seu Instinto Sexual
“Não é pelo fato da mulher não possuir um impulso sexual tão forte como o do homem, que ela não tenha prazer no ato. As pesquisas revelam que quase todas as mulheres são mais passionais antes, durante e logo após o período da fertilidade”.
4 – Proporciona-lhe Relaxamento Do Sistema Nervoso
“Os órgãos reprodutores da mulher estão intimamente relacionados com o sistema nervoso. Por isso uma mulher frígida ou insatisfeita sexualmente, tem uma tendência de ser nervosa”.
AOS HOMENS
1 – Aprenda tudo que puder, sobre a arte de fazer amor.
a – A mulher é excitada pelo que ela ouve ou sente.
b – Estude o assunto, quanto mais aprender melhor.
2 – Pratique o autocontrole.
3 – Concentre-se em satisfazer a esposa.
4 – Lembre-se do que é que excita a mulher.
5 – Cuidado com os maus odores.
6 – Não apresse o ato amoroso.
7 – Conversem abertamente.
8 – Ame sua esposa como uma pessoa e não um objeto.
9 – Respeite-a como serva de Deus.
AS MULHERES
1 – Mantenha Uma Atitude Mental Positiva.
a – O que você pensa do sexo?
“O sexo é impuro? O sexo é mal? Ou você pensa que o sexo é apenas para o prazer do homem?”
b – O que você pensa de si mesma?
“A auto-rejeição, o complexo de inferioridade, tem sido a causa de muito desajuste sexual. A capacidade para um bom relacionamento sexual não está nos órgãos genitais e sim no fator psicológico”.
c – O que você pensa do marido?
“As frustrações do passado, os traumas de infância, podem ser sérios gigantes a serem enfrentados. Muitas mulheres que já foram traídas ou violentadas, perderam o prazer pelo sexo. A prática desse relacionamento lhe é pura obrigação, mas não é isso que Deus quer para nossa vida conjugal”.
2 – Supere Sua Inibição
“O pudor é uma admirável virtude para a mulher, mas não será bem vindo no quadro, na hora do coito. A Bíblia afirma que Adão e Eva, no estado de inocência, estavam nus, e não se envergonhavam (Gn 2.25). Isso significa que apesar de estarem nus, eles não estavam inibidos”.
3 – Observe Sua Inibição
“Toda mulher deve ser extremamente cautelosa com os odores corporais, tendo em vista que algumas mulheres exalam forte o mau cheiro do muco vaginal, caso não se banhe regularmente; outras podem tornar-se imune aos odores de seu corpo”.
4 – Conversem livremente entre si, sobre o relacionamento sexual
“Um dos maiores enganos da mulher é pensar que o marido sabe tudo sobre sexo”.
a – Após um atrito conjugal, não é o melhor momento para um relacionamento sexual.
b – O sexo não começa na cama na hora de dormir, e sim pela manhã, quando o cônjuge, expressa o seu carinho, realizando carícias, um gesto pode ser a fonte que gera apetite sexual”.
c – Tome iniciativas.
CAUSAS DOS PROBLEMAS SEXUAIS NO CASAMENTO
1 – Má informação.
2 – a fadiga, a presa e a falta de tempo.
3 – A falta de liberdade do casal (filhos no mesmo quarto do casal).
4 – Atividades sexuais monótonas, falta de novidades.
5 – Bloqueio psicológicos.
Abstinência Do Ato Conjugal
1 – Por consentimento mútuo (comum acordo).
2 – Por tempo determinado pelo casal.
3 – Para oração.
4 – Por doença.
Alguns Conselhos Para Os Que Desejam Melhorar
1 – Nunca seja egoísta (1Co 7.5; 1Tm 4.3).
2 – Elimine os complexos através da oração e compreensão.
3 – Lembre-se a canseira pode ser a causa do fracasso.
4 – Desenvolva uma comunicação franca nesta área.
5 – Procure não praticar o ato com tensão de um problema.
6 – Reserve tempo para o exercício.
7 – A privacidade do casal é de fundamental importância.
8 – O asseio é uma necessidade de todos.
9 – A preocupação com uma possível gravidez, pode ser a causa de frigidez.
10 – Nunca tenha o sexo como obrigação, todo o relacionamento deve ser voluntário.
11 – Cuidado com a contaminação do leito, que deve ser sem mácula.
12 – Cuidado com as relações pornográficas (Rm 1.26,27).
CONCLUSÃO:
O ato sexual é sem duvida alguma uma arte, onde o amor o prazer, são desfrutados como presentes de Deus para suas criaturas.
terça-feira, 17 de março de 2009
TABERNÁCULO CRISTO E A GRAÇA
INTRODUÇÃO:
Pelo menos 50 capítulos na Bíblia falam da construção, do ritual, do sacerdócio, do transporte do tabernáculo e de todo o seu significado. Também muitos outros lugares da Escritura falam em linguagem figurada em relação ao tabernáculo. O que causa espanto é a freqüência com que este assunto é negligenciado, e considerado insignificante.
O Tabernáculo é um Tipo de Cristo:
É espantoso notar que cada e todo detalhe e Palavra sobre o tabernáculo tem significado espiritual? Como nós olhamos a estrutura do tabernáculo, isto é, suas partes sem igual de mobília remissora, há grande simbolismo e tipologia neles encontrados. Lembre-se que tudo era o dedo apontando para o Messias. O tabernáculo, como um tipo, especificamente, e em detalhes projetado por Deus, apontaria ao caráter e aspectos do ministério de Cristo. Quanto mais ficamos familiarizados com o tabernáculo, mais ficamos familiarizados com Cristo e tudo aquilo que Ele quer dizer a nós. Isso é uma grande razão para ficar familiarizado com as Escrituras relacionadas ao tabernáculo.
Hebreus 10:20 "Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne,"
Colossenses 2:17 "Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo."
João 1:14 "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade."
O Tabernáculo era uma tenda portátil com uma armação de madeira, para dar estabilidade. O santuário inteiro consistia em três partes:
1. um átrio exterior incluído por cortinas apoiadas em pilares. Era oblongo na sua forma, e a entrada estava no lado oriental.
2. o altar de sacrifício (altar de bronze) estava dentro do átrio, em frente da entrada.
3. o próprio Tabernáculo foi localizado à parte ocidental do átrio. O Tabernáculo foi dividido por um véu ou cortina pendente em duas câmaras. A primeira câmara foi chamada o Lugar Santo, continha a Mesa, o Candelabro, e o Altar de Incenso. Só os sacerdotes eram permitidos nesta parte. A segunda câmara foi chamada de Santo dos Santos, continha a Arca da Aliança. O Sumo Sacerdote entrava no Santo dos Santos uma só vez no ano, no Dia da Expiação.
A área de Tabernáculo era de 50 metros de comprimento e 25 metros de largura. Havia uma cortina de 2,5 metros, feita de linho fino branco, que foi firmado em 60 suportes de apoio de bronze que cercavam e, com uma entrada pelo portão oriental. Dentro do átrio exterior estavam dois artigos de mobília, o altar de bronze, onde todos os sacrifícios eram feitos e a pia de bronze, onde os sacerdotes lavavam as suas mãos e os pés.
Materiais (ordenados por Deus)
'Ouro' (Divindade)
De acordo com Ex 38 eles deram 1269 Kg de ouro. O Ouro Puro ao longo das escrituras fala da divindade, que não pode ser imitada pelo homem. Ouro é feito por Deus e vem de Deus. Ouro fala da deidade de Jesus Cristo. Simboliza a glória divina do Senhor Jesus como o "Filho de Deus" e "Deus, o Filho".
'Prata' (Redenção)
De Prata vieram 4350 Kg. Ao longo das Escrituras, a prata figuradamente fala de redenção. Sempre era usada como preço de redenção:
Êxodo 30:16 " E tomarás o dinheiro das expiações dos filhos de Israel, e o darás ao serviço da tenda da congregação; e será para memória aos filhos de Israel diante do SENHOR, para fazer expiação por vossas almas. "
O tabernáculo estava apoiado em bases de prata. José e Jesus foram vendidos em preço de prata. Judas foi pago com moedas de prata como dizem as Escrituras. Prata é preço de redenção. Prata é símbolo da redenção realizada por Jesus Cristo. Isto prefigura a preciosidade de Cristo como o resgate para os pecadores. Também note que não há prata alguma mencionada no céu. As pessoas já terão sido redimidas.
'Bronze' (Juízo)
Um total de 3035 kg de bronze foi empregado para uso em lugares onde se necessitava de força excepcional, e a resistência ao calor eram importantes. O Bronze tem um ponto de fusão a 1,985ºC. Era importante no altar onde o intenso calor estava presente. Não é metal, pois é uma liga de cobre e zinco.
Bronze representa juízo. Quando Moisés fez a serpente de bronze, falou do poder da serpente, que é julgada através de se elevar o Filho de Deus:
Num 21:9 " E Moisés fez uma serpente de metal, e pô-la sobre uma haste; e sucedia que, picando alguma serpente a alguém, quando esse olhava para a serpente de metal, vivia. "
Azul (Céu)
Tecido de linho bordado com linhas de cor azul, púrpura, e escarlate. O hebreu usava mariscos para extrair o azul. Uma tintura brilhante foi excretada deste molusco. Esta cor luminosa sempre é mencionada primeiro. O homem precisou de algo que sugestionasse a idéia de céu como um lugar no qual Deus se revela mais completamente do que na terra. Então a cor azul representa o céu. O azul sempre foi mencionado ao longo do tabernáculo para lembrar o homem de que o seu destino é céu, e por causa de nosso Redentor, nós somos destinados a estar na Presença de Deus. O azul fala daquele que vem do alto ("do alto" é uma expressão judaica para o céu).
Jo 3:31 "Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos."
'Púrpura' (Realeza)
Os hebreus obtinham esta cor ao misturar o azul e a escarlata juntos. Esta intensa cor vermelho-purpúrea era uma cor de realeza (Real).
A cor púrpura simboliza a Jesus como Rei dos reis e Senhor dos senhores, mas há outra importante verdade. A mistura de azul e escarlata. Azul fala do que vem do alto, e escarlata, representa sangue e morte, sacrifício. Púrpura é uma combinação de ambos, que falam de Cristo como Deus e Homem, a encarnação de Deus para morrer pelos homens. De algum modo misterioso Ele levou consigo a semelhança de carne pecadora.
Isaías 33:17 Os teus olhos verão o rei na sua formosura, e verão a terra que está longe.
'Fio de escarlata' (Sacrifício)
A escarlata era extraída de um inseto Oriental (verme) que infesta certas árvores. Eram juntadas, esmagadas, secadas, e transformadas em um pó que produzia uma matiz carmesim brilhante. Escarlata fala de sacrifício e simboliza a Cristo em seus sofrimentos.
Efésios 5:2 " E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave. "
'Linho Fino' (Pureza)
O linho era muito interessante. Feito de um linho egípcio, foi tecido finamente, branco resplandecente, e levou um nome especial, "byssus ". Este material era usado para artigos de vestuário para a realeza e pessoas de posição. Linho branco sempre fala de pureza e retidão:
Apocalipse 15:6 ; 3:5 ; 19:14
Os tecido de linho fino branco fala de retidão e simboliza Jesus, o Filho de Homem, imaculado, puro, e sem pecado.
I João 3:3-5 " E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro... E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado."
Pêlos de Cabras (Oferta pela maldição do pecado)
As cabras eram comuns naqueles dias e eles usavam o leite e a carne. A pele era usada para muitas coisas como garrafas de água, etc., e o pêlo delas, que era muito longo, escuro e liso, era trançado e tecido em pano.
A cabra era um animal sacrificial. A coberta de pêlos de cabra era a primeiro cortina sobre o tabernáculo. Esta cor desbotada nos fala de Jesus na sua humildade e pobreza. Peles de cabra eram usadas pelos pobres, e ao longo da Bíblia representa pobreza extrema. (ver. Ex 35.26; 26.7)
Hebreus 11:37 Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados
E o pêlo fala de Cristo como separado, da mesma maneira que o pêlo teve de ser separado da cabra, assim, Cristo teve que sacrificar a Si mesmo, tirando das suas vestes para prover vestes para outros.
Outro ponto interessante sobre a cabra, é que ela era usada no Dia da Expiação. Depois que o sumo sacerdote levasse o sangue aspergido no Santo dos santos, ele entraria no átrio do tabernáculo e poria as mãos dele na cabeça do bode expiatório e confessaria em cima dele os pecados do povo. O bode era conduzido então, por um homem já preparado, ao deserto, e lá era deixado livre, significando que lá foram levados os pecados de Israel, que Deus havia perdoado. Isto nos faz lembrar de Jesus, humilde e pobre, se tornando por nós maldição, e, que podemos ter os nossos pecados lançados fora, na terra do esquecimento.
2 Coríntios 5:21 Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.
Peles de Carneiro tingidas de vermelho (Sacrifício Substitutivo)
Estas estavam costuradas juntamente com tiras de couro para formar a camada protetora seguinte da cobertura do tabernáculo. Um carneiro é uma ovelha masculina crescida, e o líder do rebanho. Um pastor pode ter um ou dois carneiros em um rebanho de ovelhas para que haja uniformidade. O carneiro sempre está para os olhos do judeu como um animal substituto, fiel até a morte. Por isto, é claro porque Deus proveu um carneiro como um substituto para Isaque, naquele dia quando a fé de Abraão foi manifesta.(Gn. 22:12-13)
As peles de carneiro foram tingidas de vermelho para representar o sacrifício de um substituto. Assim Jesus como o cabeça do gênero humano, o último Adão, sacrificou a Sua própria vida, como um substituto, para todos os que n'Ele crêem.
João 1:29 No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Peles de texugo (aparência exterior sem atrativo)
Peles de texugo eram a coberta final, a cobertura exterior que todos viam. Elas eram resistentes e duráveis e muito simples em sua aparência. Mas como isto fala de Cristo? Fala de Cristo como homem. Não havia nenhuma beleza externa no tabernáculo, e assim era Cristo quando Ele veio para a terra, quando Ele montou o Seu tabernáculo entre os homens. Como o profeta predisse:
Isaías 53:1-2 QUEM deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do SENHOR? Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos.
O que Jesus foi para aos judeus? Nada mais que alguém que passou, uma pele de texugo dura. O que é Jesus para o mundo hoje? Nada mais que alguém que passou, uma pele de texugo dura. Mas para nós, que abrirmos nossos corações a Ele, Ele é muito, muito mais. Ele é o Único digno de louvor, de Honra e de Glória. E dizia o povo: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré ?
(João 1:10-14 )
Madeira de Acácia (a humanidade Incorruptível) também chamada de Madeira de Cetim
A madeira de Acácia fala sem dúvida, da humanidade incorruptível de Cristo, porque nos é dito que a humanidade dele nunca viu a corrupção.
Salmo 16:10 ...nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.
'Óleo' (A Unção do Espírito)
O óleo era obtido ao esmagar os frutos da oliveira na terra. Óleo, como nós sabemos, era o líquido usado quando eram ungidos o profeta, o sacerdote, e o rei nos dias do Antigo Testamento. E em várias passagens bíblicas o óleo é citado como um tipo do Espírito Santo.
(1 Jo 2:20; 1 Sm 16:13; Is 32:15)
Na Bíblia a árvore de Oliveira é símbolo de muitas coisas:
a) Beleza
Oséias 14:6 " Estender-se-ão os seus galhos, e a sua glória será como a da oliveira, e sua fragrância como a do Líbano. "
b) Fertilidade
Salmo 52:8 " Mas eu sou como a oliveira verde na casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para sempre, eternamente."
c) Riqueza
Juízes 9:9 " Porém a oliveira lhes disse: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores?"
O Espírito Santo, então, como o óleo de oliva, é o que possui tudo aquilo que o homem precisa para a vida e a piedade. Riqueza, fertilidade, e beleza são todos Seus, em uma medida abundante. Jesus foi ungido por Deus como profeta, sacerdote, e rei. Tudo o que Cristo fez estava cheio de riqueza, fertilidade, e beleza porque Ele é o templo do Espírito Santo e cheio de toda a plenitude: (João 3:34)
É interessante que as azeitonas não eram batidas ou apertadas, mas esmagadas. Assim Jesus foi esmagado no Jardim de Getsêmani (Heb. Prensa de Óleo). O óleo da unção era restringido apenas para uso no tabernáculo, qualquer um que violasse a ordem seria morto. O óleo de oliva devia ser puro e nada mais que puro, porque representa o Espírito Santo. A palavra o "Cristo" é a fórmula grega para o hebraico "Mashiach" (Messias) os quais significam " o Ungido", literalmente "o que é coberto com óleo". O óleo também foi usado para ungir o Santo Tabernáculo e a sua mobília, e iluminar o candeeiro de ouro.
Especiarias para o óleo e incenso (Doce e suave fragrância para Deus)
Haviam três especiarias para serem adicionadas ao puro incenso e ao óleo:
Ex 30:34 Disse mais o SENHOR a Moisés: Toma especiarias aromáticas, estoraque, e onicha, e gálbano; estas especiarias aromáticas e o incenso puro, em igual proporção;
a) Estoraque
Um pó das gotas de uma resina endurecida e fragrante encontrada na cortiça do arbusto de Mirra. A palavra significa " uma gota ".
b) Onicha
Um pó da cobertura córnea da concha de um molusco idêntico a um marisco encontrado no Mar Vermelho. Quando queimado, este pó libera um aroma penetrante. A palavra hebraica Onincha, significa –“ concha aromática". O Mar Vermelho é um bolsão de água morna isolada do Oceano Índico e é conhecido por suas subespécies peculiares de molucos.
c) Gálbano
Uma resina pungente, castanha que aparece na parte mais baixa do talo de uma planta de Ferula. Esta erva encontrada no Mar Mediterrâneo com talos espessos, flores amarelas e verde como folhas de samambaia. Tem um cheiro almiscarado, pungente e é valioso porque preserva o odor de um perfume misturado, e permite a sua distribuição por um período longo de tempo.
Nestas especiarias ou perfumes nós vemos a Jesus como o doce aroma, que traz alegria para o coração do Pai. Estes perfumes apropriadamente apontam à Cristo.
Ef 5:2 "E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.”
2 Cor 2:15-16 " Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes certamente cheiro de morte para morte; mas para aqueles cheiro de vida para vida. E para estas coisas quem é idôneo?”
'As Vestes Sacerdotais
'O Vestuário do Sumo Sacerdote' (Exodo 28)
Esta seção está principalmente preocupada com a descrição das vestes cerimoniais do sumo sacerdote conhecidos como os ornamentos de glória e beleza. Nas cores e estilos, as vestes dos sacerdotes eram ricas em significados porque elas descreviam as belezas maravilhosas de Cristo, o Sumo Sacerdote e também os privilégios e deveres de todos os
sacerdotes de Deus, sejam os do Antigo Testamento ou todos os crentes do Novo Testamento. Nas suas vestes de glória e beleza, Arão se tornou tipicamente aquilo que Jesus Cristo era de modo intrínseco em todo o seu ser, em pureza e santidade.
'O Éfode' (28:6-14, 39:2-7)
As roupas dele tiveram que ser feitas especialmente por aqueles que tinham sido dotados de habilidade particular para a tarefa. Por cima de um manto de trabalho, o Sumo Sacerdote usava uma vestimenta chamada de 'éfode', feito de linho com ouro, azul, purpúra e escarlata. Estendia-se para a frente e atrás do corpo, em duas partes que foram apertadas junto ao ombro através de duas pedras de ônix fixadas em ouro. Em cada uma destas foram gravadas os nomes das doze tribos de Israel. Foram colocados seis nomes em ordem de nascimento em um ombro e seis no outro. Isto significa que todas as vezes que o o Sumo Sacerdote entrava no Santo Lugar, ele levava os nomes das tribos diante do Senhor, e de acordo com o caráter de sacerdote, ele representava estas diante de Deus.
De modo geral, um éfode era um manto ou xale, mas para o Sumo Sacerdote era um artigo de vestuário exterior particular, no estilo de uma túnica ou avental. Foi feito de linho azul, púrpura, e escarlata e havia linhas douradas tecidas nele. Foi feito em dois pedaços unidos junto aos ombros com ganchos dourados. Cada gancho era fixo com uma pedra de ônix gravada.
Tradição Judaica
De acordo com Josefo, as pedras de ônix gravadas foram projetadas nos ombros de forma que os nomes dos seis filhos primogênitos foram gravados na pedra à direita do ombro, e os seis filhos mais jovens na pedra no ombro esquerdo.
O éfode como um todo, com suas cores diferentes e materiais, simboliza a Cristo em seu ministério de Sumo Sacerdote. Cristo, o Sumo Sacerdote, leva o seu povo nos seus ombros, o lugar de força e assento de poder. Os ombros também falam de levar um fardo. Cristo, o Sumo Sacerdote, leva todo o fardo.
'A Faixa ou Cinto'
A frente e atrás do éfode foi feito como as vestes, uma faixa ou cinto que foram colocados sobre a cintura do sacerdote . E era de linho azul, púrpura, e escarlate entrelaçado com linhas douradas. Na linguagem da Escritura, o sacerdote devia ser 'cingido' com este cinto, para que ele fosse vestido completamente nos seus vestuários, ficando preparado e pronto para servir.
'O Peitoral' (28:15-29, 39:8-21)
Por cima do éfode, o Sumo Sacerdote usava um peitoral que era uma bolsa de aproximadamente 22 cm2 feito de material formosamente tecido. Na frente do peitoral foram firmadas as doze pedras preciosas em quatro filas de três. Em cada uma destas pedras foi gravado o nome de uma das tribos de Israel:
Êxodo 28:15-29 (Ler todo o texto)
O peitoral era feito um pedaço de tecido elaborado, acabado do mesmo material que o éfode. Eram duas tiras dobradas em si mesmas para formar uma bolsa quadrada na qual foram colocados o Urim e Tumim. O peitoral estava fixo em seu lugar por cadeias douradas presas aos ganchos do ombro de ônix e também por tiras azuis que prenderam o peitoral ao éfode. Evidentemente, havia um anel dourado pequeno preso a cada canto do peitoral para qual em troca foram conectadas as cadeias douradas e as tiras. As pedras no peitoral representaram as doze tribos de Israel, e eles foram levados continuamente diante do Senhor como um memorial. Já que as doze pedras estavam em um peitoral, eles falam da unidade do povo de Deus; enquanto a posição deles no peito de Arão fala do afeto de Deus para com o seu povo. Os nomes no peitoral sempre estavam perto do coração de Arão da mesma maneira que com Cristo e os seus queridos.
'Urim e Tumim' (28:30, cf. Nm. 27:21, 1 Sm.28:6)
Não se sabe com certeza o que o Urim e Tumim realmente eram, mas provavelmente eles podem ter sido duas pedras preciosas, possivelmente pedras preciosas que eram idênticas em sua forma. Um ou o outro poderia ser tirado da bolsa para prover um sim ou não, em resposta ao buscar o Senhor para direção.
Ex. 28:30 " Também porás no peitoral do juízo Urim e Tumim, para que estejam sobre o coração de Arão, quando entrar diante do SENHOR: assim Arão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do SENHOR continuamente."
Na Escritura foi citado explicitamente que o Urim e Tumim estavam no peitoral, parecendo que eles estavam separados das doze pedras montadas no lado de fora. O nome Urim quer dizer "luzes", enquanto Tumim quer dizer "perfeições"; e estes significados conduziram alguns para colocá-las como sendo talvez pedras flamejadas de um modo particular para indicar "sim" ou "não".
"Nós não podemos tirar nenhuma outra conclusão senão a de que o Urim e Tumim sejam considerados como um meio, dado pelo Senhor ao seu povo, através do qual, sempre que a congregação necessitasse da iluminação divina para guiar suas ações, esta iluminação estaria garantida. Quando Deus estava descontente com o seu povo em uma história uma pouco mais recente, Ele recusou permitir o Urim e Tumim funcionar como meio de direção. Aparentemente quando faltou ao homem a maioria da revelação da Palavra de Deus, ele requereu alguma outra fonte de informação da vontade divina. " Keil e Delitzsch - Comentário do Antigo Testamento
'O Manto do Éfode' (28:31-35, 39:22-26)
Debaixo do éfode do Sumo Sacerdote havia um manto azul. Foram presos sinos (campainhas) dourados à orla e romãs do mesmo material penduradas entre os sinos.
O manto do éfode era um vestuário feito de tecido azul sem manga azul usado diretamente em baixo do éfode e estendendo-se algumas polegadas, provavelmente debaixo dele. Aparentemente havia uma fila de romãs bordados na orla (veja Ex 39:24) intercalados com tinir de sinos dourados que soavam quando o sacerdote se movia. Os sinos falam de escutar a Deus enquanto se está em seu serviço, e a sua música traz uma certa alegria. As romãs falam de frutificação (sementes abundantes) e é um símbolo da Palavra de Deus como alimento espiritual doce e agradável. O som dos sinos poderia ser ouvido quando Arão entrava no Santo Lugar diante do Senhor, e o seu povo ao escutar saberia que ele não tinha sido morto na presença de Deus, mas que a sua oferta por eles havia sido aceita por Deus.
Ex. 28:35 " E estará sobre Arão quando ministrar, para que se ouça o seu sonido, quando entrar no santuário diante do SENHOR, e quando sair, para que não morra."
'A Mitra e Coroa' (28:36-38, 39:30, 31)
Na sua cabeça, o Sumo Sacerdote usava um turbante ou mitra de linho fino que era ligado ao redor da cabeça em rolos, como um turbante ou tiara. Na frente da mitra na testa de Arão, presa por uma tira azul, havia a lâmina dourada gravada SANTIDADE AO SENHOR. Esta era uma lembrança constante da aliança de santidade para o povo de Israel e para o Sumo Sacerdote em seu chamado. O Senhor disse a Moisés, 'Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o SENHOR vosso Deus, sou santo. (Lv. 19:2).
O SACERDOTE
O Israelita arrependido que tinha levado até o portão do tabernáculo o seu sacrifício, havia alcançado o altar de bronze, e somente até aqui onde ele poderia se aproximar de Deus. Depois daqui, era de responsabilidade dos sacerdotes irem por ele, e concluir os ofícios sacerdotais no Lugar Santo.
Isto eles faziam como representantes do povo. Era um grande privilégio o seu chamado para o servir ao Senhor mais próximos do que o restante da congregação de Israel, ou daquilo que foi designado aos levitas.
A definição universal de um sacerdote é:Um ministro autorizado de uma deidade, que, em nome de um povo , oficia ao altar, e em outros ritos, agindo como um mediador entre a deidade e o homem ".A definição Bíblica de um sacerdote é:"Um oficial escolhido, ou um príncipe, habilitado por Deus, para se aproximar de Deus para ministrar em favor do povo. Ele é responsável para oferecer os sacrifícios divinamente ordenados por Deus, para executar os diferentes ritos e cerimônias referentes à adoração a Deus, e por ser um mediador entre Deus e o homem".
Um sacerdote é alguém que faz os sacrifícios, realiza os rituais e age como um mediador entre Deus e o homem. Isto significa que ele é responsável por oferecer aquilo para o qual foi divinamente designado por Deus, para executar os diferentes ritos e cerimônias referentes à adoração a Deus, e ser um mediador entre Deus e homem.
Os deveres de um sacerdote é ministrar (Serviço, Ensino, e Oração)
1) o primeiro era ministrar no santuário, que nesta época era o tabernáculo, mas quando Israel se tornou uma nação povoada foi o templo.
2) Em segundo, os sacerdotes eram responsáveis por ensinar ao povo a lei de Deus.
3) Por fim, quando a nação buscava a Deus, eram os sacerdotes que oravam para pedir direção.
CRISTO NOSSO SUMO - SACERDOTE
Os sacerdotes de Israel eram apenas sombras do nosso Grande Sumo Sacerdote , o Senhor Jesus Cristo. Algumas passagens nos dão uma compreensão da perfeição encontrada no caráter sacerdotal de Cristo:
(1) Cristo como Sacerdote foi designado e escolhido por Deus -Hebreus 5:5
(2) Ele foi consagrado com um juramento -Hebreus 7:20-22
(3) Ele não tem pecado -Hebreus 7:26
(4) O Seu sacerdócio é inalterável.-Hebreus 7:23-24
(5) O Seu oferecimento é perfeito e definitivo -Hebreus 9:25-28
(6) Ele Intercede continuamente -Hebreus 7:24-25
(7) Ele é o único Mediador - I Timóteo 2:5
CONCLUSÃO: O Tabernáculo,era a forma visível do povo de Deus relacionar-se com Deus e, através do sumo sacerdote, pedir perdão pelos seus pecados e receber o perdão do Altíssimo. Hoje o nosso corpo é um tabernáculo onde deve ter a santidade e reverencia ao todo-poderoso. E, através de Cristo, o nosso Sumo Sacerdote, temos o perdão de nossos pecados pois o sacrifício de Cristo é que nos purifica de todos os nossos pecados.
Pelo menos 50 capítulos na Bíblia falam da construção, do ritual, do sacerdócio, do transporte do tabernáculo e de todo o seu significado. Também muitos outros lugares da Escritura falam em linguagem figurada em relação ao tabernáculo. O que causa espanto é a freqüência com que este assunto é negligenciado, e considerado insignificante.
O Tabernáculo é um Tipo de Cristo:
É espantoso notar que cada e todo detalhe e Palavra sobre o tabernáculo tem significado espiritual? Como nós olhamos a estrutura do tabernáculo, isto é, suas partes sem igual de mobília remissora, há grande simbolismo e tipologia neles encontrados. Lembre-se que tudo era o dedo apontando para o Messias. O tabernáculo, como um tipo, especificamente, e em detalhes projetado por Deus, apontaria ao caráter e aspectos do ministério de Cristo. Quanto mais ficamos familiarizados com o tabernáculo, mais ficamos familiarizados com Cristo e tudo aquilo que Ele quer dizer a nós. Isso é uma grande razão para ficar familiarizado com as Escrituras relacionadas ao tabernáculo.
Hebreus 10:20 "Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne,"
Colossenses 2:17 "Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo."
João 1:14 "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade."
O Tabernáculo era uma tenda portátil com uma armação de madeira, para dar estabilidade. O santuário inteiro consistia em três partes:
1. um átrio exterior incluído por cortinas apoiadas em pilares. Era oblongo na sua forma, e a entrada estava no lado oriental.
2. o altar de sacrifício (altar de bronze) estava dentro do átrio, em frente da entrada.
3. o próprio Tabernáculo foi localizado à parte ocidental do átrio. O Tabernáculo foi dividido por um véu ou cortina pendente em duas câmaras. A primeira câmara foi chamada o Lugar Santo, continha a Mesa, o Candelabro, e o Altar de Incenso. Só os sacerdotes eram permitidos nesta parte. A segunda câmara foi chamada de Santo dos Santos, continha a Arca da Aliança. O Sumo Sacerdote entrava no Santo dos Santos uma só vez no ano, no Dia da Expiação.
A área de Tabernáculo era de 50 metros de comprimento e 25 metros de largura. Havia uma cortina de 2,5 metros, feita de linho fino branco, que foi firmado em 60 suportes de apoio de bronze que cercavam e, com uma entrada pelo portão oriental. Dentro do átrio exterior estavam dois artigos de mobília, o altar de bronze, onde todos os sacrifícios eram feitos e a pia de bronze, onde os sacerdotes lavavam as suas mãos e os pés.
Materiais (ordenados por Deus)
'Ouro' (Divindade)
De acordo com Ex 38 eles deram 1269 Kg de ouro. O Ouro Puro ao longo das escrituras fala da divindade, que não pode ser imitada pelo homem. Ouro é feito por Deus e vem de Deus. Ouro fala da deidade de Jesus Cristo. Simboliza a glória divina do Senhor Jesus como o "Filho de Deus" e "Deus, o Filho".
'Prata' (Redenção)
De Prata vieram 4350 Kg. Ao longo das Escrituras, a prata figuradamente fala de redenção. Sempre era usada como preço de redenção:
Êxodo 30:16 " E tomarás o dinheiro das expiações dos filhos de Israel, e o darás ao serviço da tenda da congregação; e será para memória aos filhos de Israel diante do SENHOR, para fazer expiação por vossas almas. "
O tabernáculo estava apoiado em bases de prata. José e Jesus foram vendidos em preço de prata. Judas foi pago com moedas de prata como dizem as Escrituras. Prata é preço de redenção. Prata é símbolo da redenção realizada por Jesus Cristo. Isto prefigura a preciosidade de Cristo como o resgate para os pecadores. Também note que não há prata alguma mencionada no céu. As pessoas já terão sido redimidas.
'Bronze' (Juízo)
Um total de 3035 kg de bronze foi empregado para uso em lugares onde se necessitava de força excepcional, e a resistência ao calor eram importantes. O Bronze tem um ponto de fusão a 1,985ºC. Era importante no altar onde o intenso calor estava presente. Não é metal, pois é uma liga de cobre e zinco.
Bronze representa juízo. Quando Moisés fez a serpente de bronze, falou do poder da serpente, que é julgada através de se elevar o Filho de Deus:
Num 21:9 " E Moisés fez uma serpente de metal, e pô-la sobre uma haste; e sucedia que, picando alguma serpente a alguém, quando esse olhava para a serpente de metal, vivia. "
Azul (Céu)
Tecido de linho bordado com linhas de cor azul, púrpura, e escarlate. O hebreu usava mariscos para extrair o azul. Uma tintura brilhante foi excretada deste molusco. Esta cor luminosa sempre é mencionada primeiro. O homem precisou de algo que sugestionasse a idéia de céu como um lugar no qual Deus se revela mais completamente do que na terra. Então a cor azul representa o céu. O azul sempre foi mencionado ao longo do tabernáculo para lembrar o homem de que o seu destino é céu, e por causa de nosso Redentor, nós somos destinados a estar na Presença de Deus. O azul fala daquele que vem do alto ("do alto" é uma expressão judaica para o céu).
Jo 3:31 "Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos."
'Púrpura' (Realeza)
Os hebreus obtinham esta cor ao misturar o azul e a escarlata juntos. Esta intensa cor vermelho-purpúrea era uma cor de realeza (Real).
A cor púrpura simboliza a Jesus como Rei dos reis e Senhor dos senhores, mas há outra importante verdade. A mistura de azul e escarlata. Azul fala do que vem do alto, e escarlata, representa sangue e morte, sacrifício. Púrpura é uma combinação de ambos, que falam de Cristo como Deus e Homem, a encarnação de Deus para morrer pelos homens. De algum modo misterioso Ele levou consigo a semelhança de carne pecadora.
Isaías 33:17 Os teus olhos verão o rei na sua formosura, e verão a terra que está longe.
'Fio de escarlata' (Sacrifício)
A escarlata era extraída de um inseto Oriental (verme) que infesta certas árvores. Eram juntadas, esmagadas, secadas, e transformadas em um pó que produzia uma matiz carmesim brilhante. Escarlata fala de sacrifício e simboliza a Cristo em seus sofrimentos.
Efésios 5:2 " E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave. "
'Linho Fino' (Pureza)
O linho era muito interessante. Feito de um linho egípcio, foi tecido finamente, branco resplandecente, e levou um nome especial, "byssus ". Este material era usado para artigos de vestuário para a realeza e pessoas de posição. Linho branco sempre fala de pureza e retidão:
Apocalipse 15:6 ; 3:5 ; 19:14
Os tecido de linho fino branco fala de retidão e simboliza Jesus, o Filho de Homem, imaculado, puro, e sem pecado.
I João 3:3-5 " E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro... E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado."
Pêlos de Cabras (Oferta pela maldição do pecado)
As cabras eram comuns naqueles dias e eles usavam o leite e a carne. A pele era usada para muitas coisas como garrafas de água, etc., e o pêlo delas, que era muito longo, escuro e liso, era trançado e tecido em pano.
A cabra era um animal sacrificial. A coberta de pêlos de cabra era a primeiro cortina sobre o tabernáculo. Esta cor desbotada nos fala de Jesus na sua humildade e pobreza. Peles de cabra eram usadas pelos pobres, e ao longo da Bíblia representa pobreza extrema. (ver. Ex 35.26; 26.7)
Hebreus 11:37 Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados
E o pêlo fala de Cristo como separado, da mesma maneira que o pêlo teve de ser separado da cabra, assim, Cristo teve que sacrificar a Si mesmo, tirando das suas vestes para prover vestes para outros.
Outro ponto interessante sobre a cabra, é que ela era usada no Dia da Expiação. Depois que o sumo sacerdote levasse o sangue aspergido no Santo dos santos, ele entraria no átrio do tabernáculo e poria as mãos dele na cabeça do bode expiatório e confessaria em cima dele os pecados do povo. O bode era conduzido então, por um homem já preparado, ao deserto, e lá era deixado livre, significando que lá foram levados os pecados de Israel, que Deus havia perdoado. Isto nos faz lembrar de Jesus, humilde e pobre, se tornando por nós maldição, e, que podemos ter os nossos pecados lançados fora, na terra do esquecimento.
2 Coríntios 5:21 Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.
Peles de Carneiro tingidas de vermelho (Sacrifício Substitutivo)
Estas estavam costuradas juntamente com tiras de couro para formar a camada protetora seguinte da cobertura do tabernáculo. Um carneiro é uma ovelha masculina crescida, e o líder do rebanho. Um pastor pode ter um ou dois carneiros em um rebanho de ovelhas para que haja uniformidade. O carneiro sempre está para os olhos do judeu como um animal substituto, fiel até a morte. Por isto, é claro porque Deus proveu um carneiro como um substituto para Isaque, naquele dia quando a fé de Abraão foi manifesta.(Gn. 22:12-13)
As peles de carneiro foram tingidas de vermelho para representar o sacrifício de um substituto. Assim Jesus como o cabeça do gênero humano, o último Adão, sacrificou a Sua própria vida, como um substituto, para todos os que n'Ele crêem.
João 1:29 No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Peles de texugo (aparência exterior sem atrativo)
Peles de texugo eram a coberta final, a cobertura exterior que todos viam. Elas eram resistentes e duráveis e muito simples em sua aparência. Mas como isto fala de Cristo? Fala de Cristo como homem. Não havia nenhuma beleza externa no tabernáculo, e assim era Cristo quando Ele veio para a terra, quando Ele montou o Seu tabernáculo entre os homens. Como o profeta predisse:
Isaías 53:1-2 QUEM deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do SENHOR? Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos.
O que Jesus foi para aos judeus? Nada mais que alguém que passou, uma pele de texugo dura. O que é Jesus para o mundo hoje? Nada mais que alguém que passou, uma pele de texugo dura. Mas para nós, que abrirmos nossos corações a Ele, Ele é muito, muito mais. Ele é o Único digno de louvor, de Honra e de Glória. E dizia o povo: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré ?
(João 1:10-14 )
Madeira de Acácia (a humanidade Incorruptível) também chamada de Madeira de Cetim
A madeira de Acácia fala sem dúvida, da humanidade incorruptível de Cristo, porque nos é dito que a humanidade dele nunca viu a corrupção.
Salmo 16:10 ...nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.
'Óleo' (A Unção do Espírito)
O óleo era obtido ao esmagar os frutos da oliveira na terra. Óleo, como nós sabemos, era o líquido usado quando eram ungidos o profeta, o sacerdote, e o rei nos dias do Antigo Testamento. E em várias passagens bíblicas o óleo é citado como um tipo do Espírito Santo.
(1 Jo 2:20; 1 Sm 16:13; Is 32:15)
Na Bíblia a árvore de Oliveira é símbolo de muitas coisas:
a) Beleza
Oséias 14:6 " Estender-se-ão os seus galhos, e a sua glória será como a da oliveira, e sua fragrância como a do Líbano. "
b) Fertilidade
Salmo 52:8 " Mas eu sou como a oliveira verde na casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para sempre, eternamente."
c) Riqueza
Juízes 9:9 " Porém a oliveira lhes disse: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores?"
O Espírito Santo, então, como o óleo de oliva, é o que possui tudo aquilo que o homem precisa para a vida e a piedade. Riqueza, fertilidade, e beleza são todos Seus, em uma medida abundante. Jesus foi ungido por Deus como profeta, sacerdote, e rei. Tudo o que Cristo fez estava cheio de riqueza, fertilidade, e beleza porque Ele é o templo do Espírito Santo e cheio de toda a plenitude: (João 3:34)
É interessante que as azeitonas não eram batidas ou apertadas, mas esmagadas. Assim Jesus foi esmagado no Jardim de Getsêmani (Heb. Prensa de Óleo). O óleo da unção era restringido apenas para uso no tabernáculo, qualquer um que violasse a ordem seria morto. O óleo de oliva devia ser puro e nada mais que puro, porque representa o Espírito Santo. A palavra o "Cristo" é a fórmula grega para o hebraico "Mashiach" (Messias) os quais significam " o Ungido", literalmente "o que é coberto com óleo". O óleo também foi usado para ungir o Santo Tabernáculo e a sua mobília, e iluminar o candeeiro de ouro.
Especiarias para o óleo e incenso (Doce e suave fragrância para Deus)
Haviam três especiarias para serem adicionadas ao puro incenso e ao óleo:
Ex 30:34 Disse mais o SENHOR a Moisés: Toma especiarias aromáticas, estoraque, e onicha, e gálbano; estas especiarias aromáticas e o incenso puro, em igual proporção;
a) Estoraque
Um pó das gotas de uma resina endurecida e fragrante encontrada na cortiça do arbusto de Mirra. A palavra significa " uma gota ".
b) Onicha
Um pó da cobertura córnea da concha de um molusco idêntico a um marisco encontrado no Mar Vermelho. Quando queimado, este pó libera um aroma penetrante. A palavra hebraica Onincha, significa –“ concha aromática". O Mar Vermelho é um bolsão de água morna isolada do Oceano Índico e é conhecido por suas subespécies peculiares de molucos.
c) Gálbano
Uma resina pungente, castanha que aparece na parte mais baixa do talo de uma planta de Ferula. Esta erva encontrada no Mar Mediterrâneo com talos espessos, flores amarelas e verde como folhas de samambaia. Tem um cheiro almiscarado, pungente e é valioso porque preserva o odor de um perfume misturado, e permite a sua distribuição por um período longo de tempo.
Nestas especiarias ou perfumes nós vemos a Jesus como o doce aroma, que traz alegria para o coração do Pai. Estes perfumes apropriadamente apontam à Cristo.
Ef 5:2 "E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.”
2 Cor 2:15-16 " Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes certamente cheiro de morte para morte; mas para aqueles cheiro de vida para vida. E para estas coisas quem é idôneo?”
'As Vestes Sacerdotais
'O Vestuário do Sumo Sacerdote' (Exodo 28)
Esta seção está principalmente preocupada com a descrição das vestes cerimoniais do sumo sacerdote conhecidos como os ornamentos de glória e beleza. Nas cores e estilos, as vestes dos sacerdotes eram ricas em significados porque elas descreviam as belezas maravilhosas de Cristo, o Sumo Sacerdote e também os privilégios e deveres de todos os
sacerdotes de Deus, sejam os do Antigo Testamento ou todos os crentes do Novo Testamento. Nas suas vestes de glória e beleza, Arão se tornou tipicamente aquilo que Jesus Cristo era de modo intrínseco em todo o seu ser, em pureza e santidade.
'O Éfode' (28:6-14, 39:2-7)
As roupas dele tiveram que ser feitas especialmente por aqueles que tinham sido dotados de habilidade particular para a tarefa. Por cima de um manto de trabalho, o Sumo Sacerdote usava uma vestimenta chamada de 'éfode', feito de linho com ouro, azul, purpúra e escarlata. Estendia-se para a frente e atrás do corpo, em duas partes que foram apertadas junto ao ombro através de duas pedras de ônix fixadas em ouro. Em cada uma destas foram gravadas os nomes das doze tribos de Israel. Foram colocados seis nomes em ordem de nascimento em um ombro e seis no outro. Isto significa que todas as vezes que o o Sumo Sacerdote entrava no Santo Lugar, ele levava os nomes das tribos diante do Senhor, e de acordo com o caráter de sacerdote, ele representava estas diante de Deus.
De modo geral, um éfode era um manto ou xale, mas para o Sumo Sacerdote era um artigo de vestuário exterior particular, no estilo de uma túnica ou avental. Foi feito de linho azul, púrpura, e escarlata e havia linhas douradas tecidas nele. Foi feito em dois pedaços unidos junto aos ombros com ganchos dourados. Cada gancho era fixo com uma pedra de ônix gravada.
Tradição Judaica
De acordo com Josefo, as pedras de ônix gravadas foram projetadas nos ombros de forma que os nomes dos seis filhos primogênitos foram gravados na pedra à direita do ombro, e os seis filhos mais jovens na pedra no ombro esquerdo.
O éfode como um todo, com suas cores diferentes e materiais, simboliza a Cristo em seu ministério de Sumo Sacerdote. Cristo, o Sumo Sacerdote, leva o seu povo nos seus ombros, o lugar de força e assento de poder. Os ombros também falam de levar um fardo. Cristo, o Sumo Sacerdote, leva todo o fardo.
'A Faixa ou Cinto'
A frente e atrás do éfode foi feito como as vestes, uma faixa ou cinto que foram colocados sobre a cintura do sacerdote . E era de linho azul, púrpura, e escarlate entrelaçado com linhas douradas. Na linguagem da Escritura, o sacerdote devia ser 'cingido' com este cinto, para que ele fosse vestido completamente nos seus vestuários, ficando preparado e pronto para servir.
'O Peitoral' (28:15-29, 39:8-21)
Por cima do éfode, o Sumo Sacerdote usava um peitoral que era uma bolsa de aproximadamente 22 cm2 feito de material formosamente tecido. Na frente do peitoral foram firmadas as doze pedras preciosas em quatro filas de três. Em cada uma destas pedras foi gravado o nome de uma das tribos de Israel:
Êxodo 28:15-29 (Ler todo o texto)
O peitoral era feito um pedaço de tecido elaborado, acabado do mesmo material que o éfode. Eram duas tiras dobradas em si mesmas para formar uma bolsa quadrada na qual foram colocados o Urim e Tumim. O peitoral estava fixo em seu lugar por cadeias douradas presas aos ganchos do ombro de ônix e também por tiras azuis que prenderam o peitoral ao éfode. Evidentemente, havia um anel dourado pequeno preso a cada canto do peitoral para qual em troca foram conectadas as cadeias douradas e as tiras. As pedras no peitoral representaram as doze tribos de Israel, e eles foram levados continuamente diante do Senhor como um memorial. Já que as doze pedras estavam em um peitoral, eles falam da unidade do povo de Deus; enquanto a posição deles no peito de Arão fala do afeto de Deus para com o seu povo. Os nomes no peitoral sempre estavam perto do coração de Arão da mesma maneira que com Cristo e os seus queridos.
'Urim e Tumim' (28:30, cf. Nm. 27:21, 1 Sm.28:6)
Não se sabe com certeza o que o Urim e Tumim realmente eram, mas provavelmente eles podem ter sido duas pedras preciosas, possivelmente pedras preciosas que eram idênticas em sua forma. Um ou o outro poderia ser tirado da bolsa para prover um sim ou não, em resposta ao buscar o Senhor para direção.
Ex. 28:30 " Também porás no peitoral do juízo Urim e Tumim, para que estejam sobre o coração de Arão, quando entrar diante do SENHOR: assim Arão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do SENHOR continuamente."
Na Escritura foi citado explicitamente que o Urim e Tumim estavam no peitoral, parecendo que eles estavam separados das doze pedras montadas no lado de fora. O nome Urim quer dizer "luzes", enquanto Tumim quer dizer "perfeições"; e estes significados conduziram alguns para colocá-las como sendo talvez pedras flamejadas de um modo particular para indicar "sim" ou "não".
"Nós não podemos tirar nenhuma outra conclusão senão a de que o Urim e Tumim sejam considerados como um meio, dado pelo Senhor ao seu povo, através do qual, sempre que a congregação necessitasse da iluminação divina para guiar suas ações, esta iluminação estaria garantida. Quando Deus estava descontente com o seu povo em uma história uma pouco mais recente, Ele recusou permitir o Urim e Tumim funcionar como meio de direção. Aparentemente quando faltou ao homem a maioria da revelação da Palavra de Deus, ele requereu alguma outra fonte de informação da vontade divina. " Keil e Delitzsch - Comentário do Antigo Testamento
'O Manto do Éfode' (28:31-35, 39:22-26)
Debaixo do éfode do Sumo Sacerdote havia um manto azul. Foram presos sinos (campainhas) dourados à orla e romãs do mesmo material penduradas entre os sinos.
O manto do éfode era um vestuário feito de tecido azul sem manga azul usado diretamente em baixo do éfode e estendendo-se algumas polegadas, provavelmente debaixo dele. Aparentemente havia uma fila de romãs bordados na orla (veja Ex 39:24) intercalados com tinir de sinos dourados que soavam quando o sacerdote se movia. Os sinos falam de escutar a Deus enquanto se está em seu serviço, e a sua música traz uma certa alegria. As romãs falam de frutificação (sementes abundantes) e é um símbolo da Palavra de Deus como alimento espiritual doce e agradável. O som dos sinos poderia ser ouvido quando Arão entrava no Santo Lugar diante do Senhor, e o seu povo ao escutar saberia que ele não tinha sido morto na presença de Deus, mas que a sua oferta por eles havia sido aceita por Deus.
Ex. 28:35 " E estará sobre Arão quando ministrar, para que se ouça o seu sonido, quando entrar no santuário diante do SENHOR, e quando sair, para que não morra."
'A Mitra e Coroa' (28:36-38, 39:30, 31)
Na sua cabeça, o Sumo Sacerdote usava um turbante ou mitra de linho fino que era ligado ao redor da cabeça em rolos, como um turbante ou tiara. Na frente da mitra na testa de Arão, presa por uma tira azul, havia a lâmina dourada gravada SANTIDADE AO SENHOR. Esta era uma lembrança constante da aliança de santidade para o povo de Israel e para o Sumo Sacerdote em seu chamado. O Senhor disse a Moisés, 'Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o SENHOR vosso Deus, sou santo. (Lv. 19:2).
O SACERDOTE
O Israelita arrependido que tinha levado até o portão do tabernáculo o seu sacrifício, havia alcançado o altar de bronze, e somente até aqui onde ele poderia se aproximar de Deus. Depois daqui, era de responsabilidade dos sacerdotes irem por ele, e concluir os ofícios sacerdotais no Lugar Santo.
Isto eles faziam como representantes do povo. Era um grande privilégio o seu chamado para o servir ao Senhor mais próximos do que o restante da congregação de Israel, ou daquilo que foi designado aos levitas.
A definição universal de um sacerdote é:Um ministro autorizado de uma deidade, que, em nome de um povo , oficia ao altar, e em outros ritos, agindo como um mediador entre a deidade e o homem ".A definição Bíblica de um sacerdote é:"Um oficial escolhido, ou um príncipe, habilitado por Deus, para se aproximar de Deus para ministrar em favor do povo. Ele é responsável para oferecer os sacrifícios divinamente ordenados por Deus, para executar os diferentes ritos e cerimônias referentes à adoração a Deus, e por ser um mediador entre Deus e o homem".
Um sacerdote é alguém que faz os sacrifícios, realiza os rituais e age como um mediador entre Deus e o homem. Isto significa que ele é responsável por oferecer aquilo para o qual foi divinamente designado por Deus, para executar os diferentes ritos e cerimônias referentes à adoração a Deus, e ser um mediador entre Deus e homem.
Os deveres de um sacerdote é ministrar (Serviço, Ensino, e Oração)
1) o primeiro era ministrar no santuário, que nesta época era o tabernáculo, mas quando Israel se tornou uma nação povoada foi o templo.
2) Em segundo, os sacerdotes eram responsáveis por ensinar ao povo a lei de Deus.
3) Por fim, quando a nação buscava a Deus, eram os sacerdotes que oravam para pedir direção.
CRISTO NOSSO SUMO - SACERDOTE
Os sacerdotes de Israel eram apenas sombras do nosso Grande Sumo Sacerdote , o Senhor Jesus Cristo. Algumas passagens nos dão uma compreensão da perfeição encontrada no caráter sacerdotal de Cristo:
(1) Cristo como Sacerdote foi designado e escolhido por Deus -Hebreus 5:5
(2) Ele foi consagrado com um juramento -Hebreus 7:20-22
(3) Ele não tem pecado -Hebreus 7:26
(4) O Seu sacerdócio é inalterável.-Hebreus 7:23-24
(5) O Seu oferecimento é perfeito e definitivo -Hebreus 9:25-28
(6) Ele Intercede continuamente -Hebreus 7:24-25
(7) Ele é o único Mediador - I Timóteo 2:5
CONCLUSÃO: O Tabernáculo,era a forma visível do povo de Deus relacionar-se com Deus e, através do sumo sacerdote, pedir perdão pelos seus pecados e receber o perdão do Altíssimo. Hoje o nosso corpo é um tabernáculo onde deve ter a santidade e reverencia ao todo-poderoso. E, através de Cristo, o nosso Sumo Sacerdote, temos o perdão de nossos pecados pois o sacrifício de Cristo é que nos purifica de todos os nossos pecados.
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